Saúde

11/06/2026 19:00

Hipertensa e diabética, campo-grandense espera há meses por exames: 'se pagar, fico sem comer'

Além disso, ela está encontrando dificuldades para conseguir medicamentos na UBS Macaúbas

11/06/2026 às 19:00 | Atualizado 12/06/2026 às 07:33 Brenda Souza
Reprodução/Google Maps

A espera por consultas, exames e medicamentos tem sido motivo de preocupação para moradores atendidos pela UBS (Unidade Básica de Saúde) Macaúbas, em Campo Grande. Entre eles está Vanessa, de 30 anos, moradora do Jardim das Meninas, na região do Jardim Los Angeles, que relata enfrentar dificuldades para acompanhar o tratamento de diabetes e hipertensão diagnosticadas há cerca de três anos, durante a segunda gravidez.

Segundo relato encaminhado ao TopMídiaNews, além da demora para conseguir atendimento médico, a unidade enfrenta falta de medicamentos de uso contínuo, como metformina 850 mg e losartana 50 mg. "Quando tem médico, as vagas acabam muito rápido. É uma luta para conseguir uma consulta básica. E agora também está faltando remédio", afirma.

A moradora conta que aguarda desde o fim de março por exames cardiológicos e outros procedimentos solicitados por médicos. Sem encaminhamento para realização pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ela diz ter recebido a orientação de procurar a rede particular.

De acordo com Vanessa, somente parte dos exames pedidos, como um ecocardiograma torácico com doppler, soma cerca de R$ 550, valor que ela afirma não ter condições de pagar.

"Sou mãe de quatro crianças, moro de aluguel, tenho contas para pagar e ainda gasto com fraldas para os dois filhos menores. Se eu pagar os exames, vou deixar de comprar coisas para casa ou até de pagar o aluguel", desabafa.

Ela afirma que os exames cardiológicos também são cobrados e que a situação tem gerado preocupação por causa das doenças crônicas que precisa controlar. "Quem não tem condições de pagar fica como? A gente deveria ter assistência. Mal tem remédio nas farmácias e ainda precisamos pagar pelos exames", questiona.

Vanessa diz esperar uma resposta da Prefeitura de Campo Grande e dos responsáveis pela saúde pública sobre a situação.

"Se tivesse vaga para fazer todos esses exames pelo SUS já ajudaria muito. Afinal, R$ 500 não se acha em árvore", afirma.

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para questionar a falta dos medicamentos citados, a disponibilidade de exames cardiológicos pelo SUS e a situação relatada pela paciente. O espaço segue aberto para manifestação.