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Campo Grande

há 2 meses

Gestante denuncia falta de vacinação e atendimento precário em posto de saúde do Nova Lima

Mulher diz que se sente abandonada pela saúde de Campo Grande

Uma moradora do Nova Lima, em Campo Grande, denunciou dificuldades para receber atendimento e tomar a vacina contra a gripe em unidades de saúde da Capital. Grávida de 34 semanas, ela afirma que há semanas tenta receber a dose da Influenza, mas encontra obstáculos nos postos.

Segundo o relato, a situação mais recente ocorreu entre as unidades do Jardim Presidente José Tavares e do Vida Nova. A gestante conta que saiu mais cedo do trabalho para conseguir se vacinar, mas, ao chegar à unidade do Vida Nova, foi informada de que a aplicação das doses já havia sido encerrada. "Cheguei por volta das 16h15 e me disseram que a vacinação tinha acabado às 16h17 porque não havia mais enfermeiro. Pediram para eu voltar no dia seguinte, mas, quando retornei, recebi outra informação e novamente não consegui tomar a vacina", relatou.

A moradora afirma que também procurou atendimento na unidade do José Tavares e foi informada de que a vacinação funciona apenas até as 15h30, apesar de o posto permanecer aberto até as 17h.

Ela critica o que considera falta de organização e escassez de profissionais, principalmente às sextas-feiras. "Você passa em qualquer posto da região depois das quatro da tarde e encontra apenas alguém na recepção. Não tem enfermeiro, não tem médico. Se uma gestante ou um idoso precisar de atendimento, fica sem assistência", desabafou.

Além da dificuldade para se vacinar, a mulher relata problemas frequentes para conseguir consultas e atendimento médico nas unidades de saúde da região. Segundo ela, moradores enfrentam filas, falta de profissionais e dificuldades para obter informações por telefone, em que ninguém atende.

"A sensação é de abandono. Quem depende do SUS acaba pagando um preço muito alto", afirmou. A denunciante informou que pretende formalizar a reclamação junto à Ouvidoria da Saúde.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para solicitar esclarecimentos sobre o funcionamento das salas de vacinação, a disponibilidade de profissionais nas unidades citadas e as reclamações apresentadas pelos moradores. Segue resposta encaminhada nesta terça-feira (2), um dia após a publicação da reportagem:

A Sesau informa que não há falta de profissionais na unidade, e que a sala de vacinação funciona normalmente, das 7h às 16h45. Sobre o caso relatado, a situação está sendo apurada pela gerência da unidade para verificar as circunstâncias do atendimento. A Sesau reforça que gestantes são público prioritário e recebem atendimento de porta aberta na rede municipal.

A pasta esclarece ainda, que todas as manifestações relacionadas ao atendimento nas unidades de saúde são analisadas e acompanhadas. A população tem à disposição os canais da Ouvidoria do SUS 0800 314 9955 / (67) 3314-9955; Portal da Ouvidoria: https://ouvidor.saude.gov.br/public/form-web/registrar.

Para ampliar o acesso à vacinação, a Sesau tem realizado campanhas aos fins de semana e feriados em diversas regiões da cidade, reafirmando seu compromisso em garantir atendimento humanizado e facilitar o acesso da população à imunização.

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