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Injeção letal: erro no uso do PMMA pode levar produto ao pulmão e matar, alerta cirurgião (vídeo)
Considerado uma das referências na estética, João Ilgenfritz Neto destaca problemas provocados por 'cursos relâmpagos'
O especialista em cirurgia plástica, João Ilgenfritz Neto, foi o entrevistado do programa ‘’Cara a Cara com Squinelo’’, no TopMídiaNews, em Campo Grande. Ele alertou sobre a falta de regulamentação no uso de produtos e atribui a isso o número de erros e até óbitos em procedimentos estéticos.
Neto lamentou que muitos profissionais - de diversas áreas — façam cursos ‘’relâmpago’’ e acabem abrindo grandes clínicas de estética. Aproveitam-se do apelo das pessoas pela questão estética e, com o uso do marketing, acabam atraindo pessoas que podem se tornar vítimas de erros médicos.
''São cursos técnicos sem carga horária suficiente'', observou João Ilgenfritz. Outro alerta feito é que, muitas vezes esses profissionais mal preparados oferecem preços baixos e atraem mais clientela. O especialista defende a regulamentação mais profunda sobre quais substâncias podem e como devem ser aplicadas no corpo das pessoas.
Ao comentar o uso do PMMA – preenchedor sintético permanente e vastamente noticiado pela mídia em casos de deformação ou até mesmo morte. João detalhou que, neste caso, o problema pode estar na forma da aplicação e não no produto em si, que era liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
''A morte realmente é o fim da linha... mas antes disso, existem diversos problemas, como deformação'', explica o médico. Ele enfatizou que, no caso desse produto, a aplicação errônea é que prejudicava os pacientes.
''Começaram a ocorrer injeções em grande quantidade – com 300 a 400 ml de PMMA por glúteo'', lamentou Ilgenfritz. Na sequência da explicação, foi dito que a aplicação errônea faz o produto cair na corrente sanguínea e chegar até os pulmões, causando a embolia.