há 43 minutos
Lídio Lopes nega envolvimento com preso em operação que investiga desvio de R$ 27 milhões da saúde
Deputado estadual pelo Avante, Lopes detalhou em nota que durante seu mandato sempre esteve a disposição para receber os cidadãos
Por meio de nota publicada nas redes sociais, o deputado estadual Lídio Lopes (Avante) negou qualquer envolvimento com os investigados da Operação Gutenberg, deflagrada semana passada em Campo Grande.
No texto, o parlamentar explicou que o vídeo que voltou a circular nas redes sociais, mostrando-o e alguns empresários conversando, não teria qualquer tipo de relação com negociações de cargos ou alvarás.
“Ao longo de sua trajetória pública, sempre esteve à disposição para atender cidadãos, lideranças e representantes dos mais diversos segmentos da sociedade, prática inerente ao exercício do mandato parlamentar”, diz a nota.
Ao final, Lídio ressaltou o seu compromisso com a ‘legalidade, a transparência e o respeito à sociedade e aos seus eleitores’.
Operação Gutenberg
O empresário, Paulo Rogério de Melo, dono da Lord Pub, uma conhecida casa de eventos da Capital, é um dos alvos da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na terça-feira (7). Ele e o filho, Douglas Melo, foram presos durante a ação que cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão.
Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), empresários são apontados como lideranças de um grupo suspeito de fraudar compras públicas e cooptar servidores para favorecer empresas em contratos das áreas da Saúde e Educação. O prejuízo investigado chega a R$ 27 milhões.
Paulo Rogério de Melo aparece como sócio-administrador da Atalaia Eventos e Produções Ltda., empresa responsável pelo Lord Pub. Além da prisão, a operação cumpriu mandados em endereços ligados aos investigados. Em uma loja de móveis na Rua 13 de Maio, em Campo Grande, foram encontrados um revólver, munições e R$ 76 mil em dinheiro.