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Prefeitura entrega fraldas geriátricas pelas portas dos fundos do CEM: 'não temos para todos'
A gestão pública havia sido cobrada por demora nas entregas e entregou fraldas 'às escondidas' para beneficiária que denunciou a situação
A Prefeitura de Campo Grande realizou uma entrega de fraldas geriátricas "às escondidas" na manhã desta segunda-feira (20). A situação foi denunciada pela servidora pública Angela Dutra, de 55 anos, que passou dois meses sem conseguir retirar as fraldas no CEM (Centro Especializado Municipal).
De acordo com Angela, após a redação do TopMídiaNews entrar em contato com a prefeitura cobrando pelo atraso na entrega das fraldas geriátricas para beneficiários judicializados, responsáveis pelo CEM entraram em contato com ela avisando para que ela fosse retirar as fraldas para o seu pai.
Imediatamente a servidora foi até o centro, mas, ao chegar, foi surpreendida ao ser orientada a ir retirar as fraldas pela porta dos fundos da instituição.
"Eles me ligaram para ir pegar as fraldas logo depois que vocês falaram com eles. Chegando lá, eles entregaram pelas portas dos fundos, porque disseram que não tinham para todo mundo", relata.
Enquanto recebia as fraldas, Angela questionou quando a situação seria regularizada, mas foi respondida que não havia previsão. Apesar de a Prefeitura ter alegado não haver fraldas no estoque, foram entregues à Angela 135 fraldas referentes ao mês de julho.
A Prefeitura de Campo Grande não respondeu às solicitações da redação, que aguarda posicionamento.
Relembre o caso
Anela Dutra denunciou que, há dois meses, não conseguia retirar fraldas geriátricas para o seu pai de 80 anos, que há dois anos permanece acamado devido ao seu estado de saúde.
Durante o tempo em que não conseguiu retirar as fraldas, Angela cobrava a administração do CEM, mas todas as vezes recebia a resposta de que não havia mais fraldas disponíveis no estoque.
"Por já ter um processo judicializado, essas fraldas não poderiam deixar de ser entregues ao meu pai. E todas as famílias que estão com processos no CEM estão sendo prejudicadas".
Angela afirma que a situação é revoltante, uma vez que o município deveria estar cumprindo com a obrigação legal, uma vez que algumas pessoas realmente não conseguem arcar com insumos diários básicos para ter uma vida de qualidade.
"O sentimento é de indignação, pois é demorado conseguir judicializar e, depois que consegue, o município não cumpre uma decisão judicial." Nossos custos com remédios e despesas com ele são altos. E essas fraldas ajudam muito. Necessitamos delas."
A reportagem permanece acompanhando o caso e aguarda retorno da Prefeitura de Campo Grande.