Cuidando do pai acamado há dois anos, a servidora pública Angela Dutra, de 55 anos, enfrenta uma situação revoltante com o descaso público contra a sua família.
Segundo Angela, o seu pai, de 80 anos, não consegue sair da cama por causa da atual condição de saúde, e por isso faz uso de fraldas diárias.
Sem condições de comprar a quantidade de fraldas que o pai precisa diariamente, a mulher entrou na Justiça e conseguiu uma decisão para que pudesse pegar fraldas no CEM (Centro Especializado Municipal).
"Meu pai tem um processo judicializado pela Defensoria Pública para pegar as fraldas, mas há dois meses eu não consigo pegar, e sempre recebemos a mesma resposta de que não há estoque."
Segundo a servidora, todas as vezes que ela tenta contato com a gestão do CEM, recebe a resposta de que não há nenhuma previsão de quando o estoque voltará a ter as fraldas.
"Por já ter um processo judicializado, essas fraldas não poderiam deixar de ser entregues. E todas as famílias que estão com processos no CEM estão sendo prejudicadas".
Angela afirma que a situação é revoltante, uma vez que o município deveria estar cumprindo com a obrigação legal, uma vez que algumas pessoas realmente não conseguem arcar com insumos diários básicos para ter uma vida de qualidade.
"O sentimento é de indignação, pois é demorado conseguir judicializar e, depois que consegue, o município não cumpre uma decisão judicial." Nossos custos com remédios e despesas com ele são altos. E essas fraldas ajudam muito. Necessitamos delas."
A redação entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Campo Grande para entender o que motivou o atraso, mas até o momento não teve retorno.









