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Mulheres e mães atípicas pedem socorro contra gestão caótica em Campo Grande (vídeo)
Elas manifestaram em frente ao MPE e querem decisões judiciais cumpridas
Mulheres – muitas delas mães atípicas – gritaram contra a gestão caótica que pesa sobre Campo Grande, na tarde desta quinta-feira (6). Em frente ao Ministério Público, no Parque dos Poderes, elas lamentam que a prefeitura não cumpre compromissos e nem, com decisão judicial, recebem o prometido.
Uma das lideranças do movimento é Joelma Bello. Ela lamentou que mais de 2.500 mães entraram na Justiça para que o poder público municipal conceda insumos como dietas, alimentos ou fraldas, mas que 90% não têm o problema resolvido, mesmo com decisão judicial a favor.
Elisângela Silva de Souza, 43 anos, mãe atípica, que ajudou na divulgação do evento, já foi agredida por guardas civis metropolitanos, no final de novembro de 2025. Ela e outras mães faziam o mesmo manifesto desta quinta-feira, de conseguir fraldas e dietas para os doentes.
O grupo lamenta omissão do Ministério Público em alguns casos e pede que a Justiça seja efetiva e obrigue o poder público a cumprir com as ordens. Uma das faixas erguidas pelas mulheres está a frase: ‘’Ministério Público, a omissão também tem consequências’’.
''Nós pedimos materiais quase todos os dias. No Centro de Especialidades Médicas não tem material. A gente liga, vai pessoalmente e eles falam que não têm estoque. Isso é uma vergonha", desabafou Belo.
Joelma também lamentou o fato de que, para uma criança com deficiência, que demanda via de alimentação específica e nutrição específica, têm muito mais dificuldades e não podem esperar.
''Como o Ministério Público explica isso? Se vocês são a voz da Justiça que representa a nossa sociedade campo-grandense?", disparou a liderança.
O protesto estendeu as pautas também para a questão do caos na infraestrutura da cidade, como os buracos, e por uma CPI na Saúde.