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Prefeitura convoca médicos em meio a acusações de morte e espera de até 8h
Famílias mantêm protesto e cobram justiça por duas crianças vítimas de descaso
Prefeitura de Campo Grande anunciou, nesta terça-feira (11), convocação de profissionais médicos para rede municipal de Saúde. O chamamento vem em meio a diversas denúncias de descaso – com suspeitas de mortes e espera de pacientes de até 9h em UPAs.
Conforme publicação em Diário Oficial do Município, a seleção é para carga horária de 12h e 20 h diárias. Foi observado na convocação que esses profissionais de Saúde poderão optar para o enquadramento no cargo de Médico 24h, através da assinatura do Termo de Opção disponível conforme modelo, entre outros regramentos.
Denúncias
Famílias de crianças falecidas após idas e vindas em unidades de saúde da Capital têm feito protestos recorrentes em busca de justiça. Eles acusam a prefeitura da Capital de descaso e responsabilidade nas mortes.
Um dos casos é o do menino João Guilherme Jorge Pires, 9 anos, que morreu em abril de 2026 em Campo Grande. Ele passou sete vezes por unidades de saúde antes e falecer. A certidão de óbito apontou insuficiência respiratória, septicemia e artrite séptica e a família denuncia suposta negligência médica por causa da falta de diagnóstico preciso mesmo após várias consultas.
A família de Hanna Julia Romeiro Nolasco, que morreu aos oito anos no UPA Leblon, tem a mesma suspeita. A pequena várias vezes pelo CRS Coophavilla II e à UPA Leblon, sem um tratamento efetivo.
Demora
Em 11 de março deste ano, com uma dona de casa de 33 anos. Ela buscou atendimento para o filho de 7 anos, na UPA Leblon, onde chegou às 13h30. Porém, só conseguindo passar pelo médico às 21h. A denúncia diz que o local estava superlotado e até mesmo idosos e outras crianças precisaram enfrentar horas para serem consultadas.