Polícia

há 33 minutos

Empresas do RJ e da Paraíba eram usadas para lavar dinheiro das rifas ilegais dos irmãos Razuk

A investigação aponta que o esquema movimentou aproximadamente R$ 100 milhões em seis meses

18/08/2026 às 17:51 | Atualizado 18/08/2026 às 17:27 Brenda Souza e Itamar Buzzatta
Reprodução/Instagram

Empresas do Rio de Janeiro e da Paraíba teriam sido usadas em um esquema de rifas ilegais promovidas pelos irmãos Eduardo e Rafael Razuk, moradores de Campo Grande, para tentar dar aparência de legalidade aos sorteios, segundo a Polícia Civil. A investigação aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 100 milhões em seis meses.

A Operação Rodas da Sorte foi deflagrada nesta terça-feira (18) pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERC). Quatro pessoas foram presas, sendo duas em Campo Grande, uma no Rio de Janeiro e outra na Paraíba. Também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão.

Em Campo Grande, 22 veículos de alto padrão foram apreendidos.

Segundo o delegado Pedro Cunha, a investigação começou após uma denúncia anônima sobre rifas promovidas pelos irmãos Rafael e Eduardo Razuk. Eles realizariam os sorteios desde 2019, principalmente pelas redes sociais, sem autorização.

Com o crescimento da atividade, os investigados teriam procurado empresas de outros estados para criar uma estrutura que apresentasse as rifas como regulares.

De acordo com a Polícia Civil, uma empresa do Rio de Janeiro teria atuado como intermediária entre os investigados de Campo Grande e uma empresa da Paraíba.

A empresa fluminense se apresentava como especializada em soluções para sorteios. Para os investigadores, porém, o serviço servia para dar uma aparência de legalidade às rifas que continuavam sendo realizadas de forma irregular.

"A gente identificou que essa empresa do Rio de Janeiro fazia esse serviço para outros influenciadores digitais a nível nacional", afirmou o delegado Pedro Cunha.

Segundo Cunha, a empresa teria outros clientes envolvidos com rifas ilegais. A polícia investiga ainda se a estrutura também foi utilizada por pessoas ligadas a crimes mais graves, incluindo facções criminosas.

Rifas movimentaram R$ 100 milhões

A investigação aponta que o esquema movimentou aproximadamente R$ 100 milhões em seis meses. Com o dinheiro arrecadado, os investigados teriam adquirido bens de alto valor e criado mecanismos para ocultar a origem dos recursos.

A polícia identificou indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa, além da realização de loterias não autorizadas.

Os investigadores afirmam que os irmãos teriam ficado multimilionários com a atividade.

A Justiça autorizou ainda o sequestro de bens relacionados ao principal investigado. Entre os veículos apreendidos estão carros de alto padrão.