há 50 minutos
Polícia investiga se rifas dos irmãos Razuk foram usadas para lavar dinheiro de facções criminosas
A operação prendeu quatro pessoas e apreendeu 22 veículos de alto padrão em Campo Grande
A Polícia Civil investiga se a estrutura de rifas ilegais que teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em seis meses também foi usada para lavar dinheiro de facções criminosas. A suspeita surgiu durante a investigação que levou à Operação Rodas da Sorte, deflagrada nesta terça-feira (18) contra um grupo que promovia sorteios milionários pelas redes sociais.
Segundo o delegado Pedro Cunha, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), há indícios de que a mesma estrutura utilizada pelos investigados para dar aparência de legalidade às rifas também tenha sido usada por pessoas ligadas a organizações criminosas.
A operação prendeu quatro pessoas e apreendeu 22 veículos de alto padrão em Campo Grande. Também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paraíba.
As investigações começaram após uma denúncia anônima sobre rifas promovidas pelos irmãos Rafael e Eduardo Razuk, em Campo Grande. Segundo a polícia, os dois realizavam os sorteios desde 2019, principalmente por Instagram e YouTube, sem autorização.
Com o crescimento da atividade, os investigados teriam buscado empresas de outros estados para tentar dar uma aparência de legalidade aos sorteios.
Uma empresa do Rio de Janeiro teria atuado como intermediária entre o grupo de Campo Grande e uma empresa da Paraíba. Conforme a polícia, a empresa fluminense oferecia serviços relacionados à realização de sorteios, criando uma estrutura que, na prática, daria aparência regular às rifas.
O delegado afirmou que a empresa do Rio também teria prestado serviços semelhantes para outros influenciadores que realizavam rifas ilegais.
Segundo Cunha, entre os possíveis clientes estavam pessoas relacionadas a atividades criminosas de maior gravidade.
"A gente identificou que essa empresa do Rio de Janeiro fazia esse serviço para outros influenciadores digitais a nível nacional", afirmou o delegado.
A polícia identificou indícios dos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar.
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