há 57 minutos
Vice-prefeita segue de boca fechada após devassa da PF em casa e gabinete (vídeo)
Agentes federais ameaçaram arrombar porta da sala de Camilla Nascimento
A vice-prefeita de Campo Grande, Camilla Nascimento segue em silêncio após oito horas da operação da Polícia Federal, que a põe como suspeita de corrupção. A casa dela e o gabinete na Secretaria de Assistência Social sofreram buscas na manhã desta terça-feira (25).
A reportagem acionou a assessoria da SAS desde às 8h, mas ainda não conseguiu retorno. O mesmo pedido foi feito ao Paço Municipal, mas com resposta pendente.
Nas redes sociais, a vice da Capital não fez nenhuma postagem no perfil pessoal nem mesmo na página da SAS. Igualmente não fora encontrada nenhuma declaração pública sobre o caso.
Operação mirou ex-presidente do IMPCG (Foto: repórter Top)
Recuou
Assessores de Camilla prometeram, por volta das 8h, que ela comentaria o caso ainda nas dependências do órgão de assistência. Porém, não apareceu. Outro detalhe informado pela PF é que todos os investigados tiveram sigilo bancário e fiscal quebrados. O espaço segue aberto para manifestações.
Fraude
O nome da operação é Presciência, que apura fraude em aplicação financeira de R$ 1,2 milhão do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande, o IMPCG ao Banco Master. Nascimento é suspeita de crimes como corrupção passiva, gestão temerária e corrupção ativa. Ela era diretora-presidente do Instituto quando o aporte milionário fora feito em um banco que já era suspeito por maus feitos.
Toc Toc Toc...
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Campo Grande, determinadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.
A investigação começou a partir de um relatório de auditoria elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), do Ministério da Previdência Social. O documento apontou possíveis falhas no processo que levou à aplicação dos recursos previdenciários.
Segundo a PF, há indícios de que servidores envolvidos na decisão, por ações ou omissões, podem ter deixado de seguir procedimentos técnicos e administrativos necessários para a aplicação do dinheiro. A suspeita é de que as condutas tenham exposto o patrimônio do regime previdenciário municipal a riscos.