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Política

há 29 minutos

Casa e gabinete de vice-prefeita foram alvos em operação por fraude de R$ 1,2 milhão no IMPCG

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Campo Grande

A casa e o gabinete da vice-prefeita de Campo Grande, Camila Nascimento, foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (25). As equipes deixaram os locais carregando malotes com materiais apreendidos.

A ação faz parte da Operação Presciência, que investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de R$ 1,2 milhão do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

A operação ocorre às vésperas do aniversário de 127 anos da Capital, celebrado nesta quarta-feira (26).

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Campo Grande. A Justiça Federal também determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

A investigação teve início após um relatório de auditoria elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), do Ministério da Previdência Social. O documento apontou possíveis irregularidades no processo que levou à aplicação dos recursos previdenciários.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que servidores envolvidos na decisão, por ações ou omissões, teriam deixado de observar procedimentos técnicos e administrativos necessários para a aplicação do dinheiro. A suspeita é de que as condutas tenham exposto o patrimônio do regime previdenciário municipal a riscos.

O inquérito apura, em tese, os crimes de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa.

Mandados na SAS

Agentes federais chegaram por volta das 5h ao prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS). Materiais foram recolhidos de diferentes salas e as equipes deixaram o prédio carregando malotes.

Segundo um áudio obtido pelo TopMídiaNews, os policiais solicitaram acesso a diversos ambientes da secretaria e avisaram que poderiam arrombar as portas caso não fossem abertas pelos servidores.

Entre os locais acessados estava o gabinete da secretária de Assistência Social e vice-prefeita Camila Nascimento. Na época em que o investimento foi realizado, ela era presidente do IMPCG.

Após a crise envolvendo o Banco Master, Camila prestou esclarecimentos à Câmara Municipal sobre a aplicação dos recursos. Na ocasião, afirmou que, apesar de alertas sobre a instituição financeira, não considerava que o investimento representasse um risco.

O investimento passou a ser questionado após a quebra do banco. Desde então, o município tenta recuperar o dinheiro aplicado.

O atual presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, chegou a afirmar que os R$ 1,2 milhão poderiam ser recuperados em até três meses, após medidas judiciais para bloquear os pagamentos e garantir o ressarcimento.

Quase um ano depois, porém, o dinheiro ainda não teria sido devolvido aos cofres do instituto.

Além da aplicação dos recursos previdenciários, a reportagem apurou que aposentados e pensionistas do município que contrataram empréstimos vinculados ao Banco Master continuam tendo os valores descontados dos benefícios.

A Polícia Federal ainda não informou quem são todos os investigados nem detalhou quais materiais foram apreendidos nos endereços alvo da operação.

A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que deve se manifestar sobre a operação após tomar conhecimento dos detalhes da ação.

 

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