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Meses após cirurgia no quadril, Karoline sente menos dores e mãe celebra evolução em Campo Grande

Menina com microcefalia aguardava procedimento desde 2022 e agora sente mais conforto e menos dor no dia a dia

01/09/2026 às 07:00 | Atualizado 31/08/2026 às 15:15 Dayane Medina e Sarai Brauna
Repórter Top

Quase um ano após passar por uma cirurgia no quadril, Karoline Rebeca Lopes de Arruda vive uma rotina bem diferente daquela enfrentada antes do procedimento realizado em Campo Grande. A menina, que tem microcefalia e paralisia cerebral, sente menos dores e voltou a ter mais mobilidade nas pernas, segundo a mãe, Luana Caroline Lopes.

A conquista veio depois de uma longa espera. Em setembro de 2025, o TopMídiaNews mostrou a luta da família para conseguir a cirurgia, aguardada desde 2022, além das dificuldades com transporte adaptado e acompanhamento médico.

Para Luana, o procedimento mudou a vida das duas e trouxe alívio para a filha. “Ela está bem. Na cirurgia do quadril correu tudo bem, graças a Deus”, comemora.

Antes da operação, o quadril deslocado fazia com que as pernas de Karoline permanecessem mais fechadas. A condição causava dor e dificultava até tarefas simples da rotina, como trocar a fralda e fazer a higienização.

Hoje, segundo a mãe, essas pequenas atividades já são feitas de outra forma.

“Está bem melhor. Como o quadril dela era fora do lugar, as perninhas ficavam fechadas. Até para a higienização e para trocar a fralda era bem complicado. Agora eu consigo trocar a fralda dela tranquila, ela tem movimentos nas perninhas novamente. Antes ela sentia dor, agora não”, comemora.

Para Luana, são justamente essas mudanças no dia a dia que mostram o tamanho da conquista.

“Antes era muito difícil porque ela sentia dor. Agora está bem mais confortável. Para mim também mudou muito na hora de cuidar dela”, conta.

Apesar da evolução, o período após a cirurgia também teve dificuldades. Conforme a mãe, a médica responsável pelo procedimento deixou de atender no hospital poucos dias depois da operação, o que provocou transtornos no acompanhamento de Karoline.

Segundo Luana, a filha também apresentou uma ferida no pé e acabou não realizando outra cirurgia que estava prevista para essa região.

Mais recentemente, a família recebeu o diagnóstico de osteoporose, situação que exige novos cuidados e acompanhamento médico.

Mesmo com as novas lutas, o sentimento é de alívio pela conquista de uma etapa que durante anos parecia distante.

“É tudo graças a Deus”, reforça Luana.