Política

há 1 hora

Prefeitura fracassa na compra de farda para guardas e só consegue coturno em Campo Grande

Aquisição de boinas, gandolas e até insígnias restaram desertas

22/09/2026 às 13:00 | Atualizado 22/09/2026 às 07:42 Thiago de Souza
Compra de fardamento foi incompleta - Reprodução Transparência PMCG

Licitação da Prefeitura para aquisição de fardamento e outros acessórios para guardas civis metropolitanos foi quase um fracasso; dos vários itens necessários, a gestão conseguiu apenas o coturno para os servidores. 

A confirmação veio por meio do Diário Oficial do Município desta segunda-feira (21). A gestora homologou o processo licitatório, mas somente na parte que cabe aos coturnos pretos, que foram os itens do grupo 14 e 14.1 do edital. Neste caso, a compra dos calçados somou pouco mais de R$ 405 mil. 

A descrição do item é a seguinte: 

''BI densidade injetado, modelo selva "ultra leve", extra brilho, com mínimo 8 ilhoses, cano com altura padrão do Exército com zíper lateral, solado com duas camadas de P.U. (BIDENSIDADE) e amortecedor, fabricação sem couro legítimo, na parte de fora deverá conter na parte superior do cano do coturno o brasão da GCM e na sola do lado de fora deverá conter a descrição "GCM/CG". 

Gandolas também tiveram compra fracassada (Foto: Transparência PMCG)

O próprio edital traz que os as compras referentes aos grupos 002, 002.1, 005 e 013 restaram fracassados e ficam sem atendimento no certame. Neste caso, os itens 02 e 002.1 se referem a gandolas (blusas/jaquetas) estilo camuflada e digital para a GCM. 

Ainda conforme o edital, não houve possibilidade de comprar o grupo 13, que são os tênis cano baixos, solado de borracha ou EVA. O Grupo 5 estão os itens como calças táticas e chapéus. Já o grupo 13 se refere às insígnias a serem costuradas ao fardamento.  

         Fardamento com cinco anos de uso foi alvo de denúncia (Foto: Repórter Top)         

 

Em janeiro deste ano, o TopMídiaNews trouxe denúncias de servidores que alegam que há cinco anos a prefeitura não entrega fardamento novo. Alguns tiveram de arcar 100% com o  custo do novo vestuário para continuar atuando. 

''Estamos em uma situação precária. Guardas especializados da GEMOP [Grupo Especializado De Motopatrulhamento], Romu [Ronda Extensiva Municipal] e Ambiental, por exemplo, só têm fardamento novo porque compraram do próprio bolso. Em muitos casos, 100% do custo foi do servidor'', desabafou à época um dos profissionais que não se identificou por medo de represálias. 

O espaço para manifestação da prefeitura está aberto.