Guardas municipais de Campo Grande realizaram um protesto nesta quarta-feira (3) para cobrar do município o cumprimento de decisões judiciais, além de reivindicar igualdade no tratamento dado às diferentes categorias de funcionários públicos.
Segundo o presidente do sindicato da categoria, Hudson Pereira Bonfim, uma das principais reivindicações é o pagamento do adicional de periculosidade, cuja discussão judicial se arrasta desde 2022.
De acordo com o sindicalista, em 2025 a Justiça determinou que a Prefeitura criasse uma comissão para realizar estudos e elaborar um laudo capaz de definir o percentual do benefício, que poderia variar conforme o grau de risco da atividade.
A comissão chegou a ser criada, mas, segundo o sindicato, as providências não avançaram dentro do prazo estabelecido judicialmente. Após novas manifestações no processo, o município teria recebido mais 30 dias para cumprir a determinação.
Ainda conforme o presidente, a Prefeitura vem solicitando sucessivas ampliações de prazo. Uma nova solicitação teria sido apresentada nesta quarta-feira (3), após o encerramento de um prazo de 60 dias. O município teria pedido mais 60 dias, sob a justificativa de que precisa contratar uma empresa para realizar o estudo necessário.
Promoção de inspetores
Outra decisão judicial citada pela categoria envolve a promoção dos inspetores da Guarda Municipal. Segundo o sindicato, os servidores deveriam ter sido enquadrados na nova função em janeiro de 2025, com reajuste de 40%. O enquadramento, porém, teria ocorrido apenas em abril daquele ano e, inicialmente, com aumento de 20%.
Após a ação judicial, houve decisão favorável aos servidores e o município publicou o reconhecimento retroativo do direito. De acordo com Hudson, no entanto, os valores referentes ao período anterior ainda não foram pagos.
Categoria cobra isonomia
Além das decisões judiciais, os guardas também reclamam do que consideram tratamento desigual entre as categorias do funcionalismo municipal.
Uma das reclamações envolve o auxílio-alimentação, que atualmente seria de R$ 494 para os guardas municipais. Segundo o sindicato, o benefício estaria defasado há cerca de seis anos.
Hudson citou como exemplo servidores que cumprem jornadas de seis horas e recebem aproximadamente R$ 1,2 mil de auxílio-alimentação, enquanto os guardas permaneceriam com o valor de R$ 494.








