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Réu alega impedimento de juíza e operação Gutenberg fica suspensa em MS
Operação do Gaeco apurou desvio na ordem de R$ 27 milhões na venda de livros para prefeituras
Processo relativo à Operação Gutenberg teve tramitação suspensa, em razão de possível impedimento de uma juíza do caso, May Melke Amaral Penteado Siravegna, em Campo Grande. O pedido veio da defesa de um dos réus, Giovanni Paroschi Jafar.
Conforme o processo, a juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal suspendeu o andar do processo após o pedido. Jafar observou que a magistrada May Melke é casada com o juiz Eduardo Eugênio Siravegna Júnior, que já atuou em fases anteriores do processo da Operação Gutenberg, o que a tornaria em tese impedida.
Com o questionamento, a juíza Eucélia encaminhou a questão para que o Tribunal de Justiça de MS decida se a magistrada apontada pelo réu está ou não em situação de impedimento.
''Ante o exposto, com fundamento nos artigos 83, 113 e 114, inciso I, todos do Código de Processo Penal, suscito o presente conflito negativo de competência em face do Juízo da 2ª Vara Criminal Residual desta Comarca e determino a remessa destes autos ao Egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com as homenagens de estilo, para dirimir o incidente''.
Ainda conforme a decisão, a magistrada Eucélia observou que há réus em prisão preventiva e que, para que os direitos deles não sejam afetados, a vara em que atua seguirá atendendo apenas as questões urgentes.
Juiza vai atender casos urgentes de processo (Foto: TJMS)
Crimes
A organização, segundo revelou o Gaeco, em 7 de julho, era organizada e estruturada em diversos núcleos; o principal era chefiado por parte da família Jafar, que abriu a Editora Avante, em nome da nora da matriarca, Rossana Paroschi Jafar e passou a fechar contratos milionários, sem licitação, com diversas prefeituras de MS.
O núcleo de vendedores – aqueles que ofereciam os livros às prefeituras, era comandado principalmente por Ed Carlo Burgatt e o advogado especialista em licitações, Gabriel Taquino. Ed, que era coordenador da Regulação da Saúde de MS, só liberava leitos hospitalares a prefeituras que fechassem contrato com a Editora Avante. Com isso, recebia propinas de milhares de reais.
Também foi apontado o núcleo de pessoas que eram responsáveis por pulverizar o dinheiro de origem criminosa. O espaço está aberto para manifestação das defesas dos réus.
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