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Enquanto outros setores levam calote, prefeitura adianta R$ 1 milhão para produção de asfalto

Quantidades e valores foram omitidas em diário oficial

24/09/2026 às 07:00 | Atualizado 24/09/2026 às 07:08 Thiago de Souza
Prefeitura omite detalhes de contrato - Reprodução PMCG e ChatGPT

Prefeitura de Campo Grande fez depósito antecipado de R$ 1 milhão para fins de produção de asfalto em Campo Grande. No entanto, a destinação do montante vem desacompanhada de critérios, quantitativos e preço unitário. 

Conforme divulgado em Diário Oficial do Município, nesta segunda-feira (21), o dinheiro foi destinado ao Consórcio Central MS, formado por Campo Grande e mais cinco municípios (Sidrolândia, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari e Terenos). 

O depósito prévio, diz a publicação, é para a produção de massa asfáltica do tipo CBUQ. A finalidade é fomentar as ações do tapa-buraco, alvo de críticas por parte do contribuinte de Campo Grande. 

Porém, o extrato desse aditivo omitiu o volume – quantidade de toneladas – a ser produzido, nem preço unitário da carga negociada. 

A única divulgação foi feita pelo próprio Consórcio, que garante que a compra coletiva gera economia de cerca de 34% no preço da tonelada do CBUQ em relação ao mercado privado. E que a capacidade de produção é de 120 toneladas por hora. 

Nesta segunda-feira (21), a prefeitura anunciou que aumentou de sete para 12 o número de frentes de trabalho no tapa-buraco. O aumento de pouco menos de 50% não transparece aos olhos da população, que faz queixas constantes por conta dos buracos.

O adiantamento também chama a atenção quando vários prestadores de serviço reclamam de calote de serviços já executados, especialmente na área da saúde.