Saúde

há 2 horas

Sem materiais para os cuidados em casa, pai teme alta de bebê internada desde julho

Eloá, de 1 ano e 10 meses, passou por cirurgia para retirada de tumor e traqueostomia; família aguarda exame e tenta garantir insumos para os cuidados diários

19/10/2026 às 13:00 | Atualizado 19/10/2026 às 10:24 Sarai Brauna
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Internada desde 11 de julho, com apenas uma semana de alta durante esse período, Eloá Rafaelly Nunez Duarte, de 1 ano e 10 meses, pode voltar para casa ainda nesta semana, mas a família enfrenta dificuldades para conseguir os materiais necessários para manter os cuidados com a bebê.

A criança passou por uma cirurgia para retirada de um tumor e precisou fazer uma traqueostomia, procedimento que cria uma abertura na traqueia para facilitar a respiração. Ela também enfrenta dificuldades para se alimentar e necessita de cuidados contínuos, incluindo sondas e materiais para aspiração de secreções.

O pai, Nestor Aparecido Soares Duarte, conta que a família ainda aguarda o resultado do exame de imuno-histoquímica feito no tumor retirado da filha. O resultado deverá ajudar a equipe médica a identificar as características da lesão e esclarecer se ela é benigna ou maligna. “Estamos aguardando o resultado da imuno-histoquímica, que até agora não saiu, para ver qual é o tumor”, relata.

Família tenta conseguir materiais e acompanhamento

Com a possibilidade de alta hospitalar, a preocupação agora é garantir os insumos necessários para que Eloá continue recebendo os cuidados em casa. Segundo Nestor, a menina utiliza diferentes tipos de sondas e precisa de materiais para aspiração de secreções no dia a dia.

A família também busca acesso a leite, fisioterapia, acompanhamento fonoaudiológico e atendimento pelo programa Saúde em Casa, que, conforme o pai, teria sido prometido, mas não chegou a atender a criança durante a semana em que ela permaneceu em casa após a primeira alta. “Talvez iremos ter alta já essa semana, porque estamos há muito tempo parados e eu sem trabalhar. Vai ficar difícil no começo para arrumar os materiais”, afirma.

Nestor diz que a família está buscando os insumos pela via judicial. Segundo ele, o processo começou a ser encaminhado no dia 5, mas a Defensoria Pública solicitou a atualização de documentos para dar andamento aos pedidos, que incluem materiais, alimentação, fisioterapia, fonoaudiologia e atendimento domiciliar. A família também busca orientação sobre o benefício assistencial conhecido como BPC/Loas.

Rifa ajuda a custear os cuidados

A família organizou uma rifa com 21 prêmios, doados por comerciantes e moradores de Corumbá, para arrecadar dinheiro destinado à compra de um aspirador de secreções, avaliado em quase R$ 3 mil, além de outros itens necessários ao tratamento.

Agora, Nestor reforça que precisa de ajuda para adquirir sondas nasais, sondas de aspiração e os demais materiais utilizados diariamente pela filha.

Quem quiser contribuir ou comprar números da rifa pode entrar em contato diretamente com o pai pelo WhatsApp: (67) 99875-9708.