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há 1 hora

Rafael Tavares rebate críticas de sindicato a projeto de canal de denúncias contra professores

O vereador defendeu que pais e alunos possam registrar reclamações de forma anônima sobre possíveis casos de militância política no ambiente escolar

01/11/2026 às 14:51 | Atualizado 01/11/2026 às 14:43 Brenda Souza
Reprodução/redes sociais

O vereador Rafael Tavares (PL) rebateu as críticas da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) ao projeto de lei que propõe criar um canal de denúncias anônimas contra professores que façam manifestações políticas e ideológicas dentro das escolas de Campo Grande.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar questionou a posição da entidade e afirmou que a proposta busca garantir transparência nas unidades de ensino. Ele também comparou a reação do sindicato à manifestação contrária às câmeras de monitoramento nas escolas.

“Se o Sindicato dos Professores está contra o meu projeto de lei, significa que nós estamos certos novamente. Vamos para cima entregar mais transparência”, afirmou.

Tavares ainda questionou o que a entidade teria contra a criação do mecanismo. “O que é que o Sindicato dos Professores tem tanto medo de transparência dentro das escolas? Será que eles estão protegendo? Será que eles querem esconder alguma coisa?”, declarou.

O vereador defendeu que pais e alunos possam registrar reclamações de forma anônima sobre possíveis casos de militância política no ambiente escolar. Segundo ele, as famílias têm o direito de saber o que é ensinado aos estudantes.

A reação ocorre após a ACP classificar a proposta como desnecessária e abusiva. Em manifestação, o presidente do sindicato, professor Gilvano, afirmou que o projeto pode criar um ambiente de perseguição e hostilidade contra os profissionais da educação.

A entidade também defendeu a liberdade de cátedra e afirmou que professores não doutrinam os alunos. O sindicato informou que pretende atuar na Câmara Municipal para tentar barrar a proposta.

O projeto foi apresentado por Rafael Tavares e ainda deve ser discutido no Legislativo. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) foi procurada anteriormente para informar se avaliou a viabilidade técnica da iniciativa, mas ainda não havia apresentado posicionamento.

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