há 31 minutos
Testemunhas de assassinato no Itamaracá fugiram de carro e bateram em moto (vídeo)
Gabriel morreu após perseguição iniciada em lava-jato; homem ferido e irmã da vítima tentaram escapar de atiradores
Testemunhas da morte de Gabriel Gozales Escobar, 27 anos, fugiram dos atiradores e acabaram se envolvendo em um acidente de trânsito na noite desta sexta-feira (6), no Jardim Itamaracá, em Campo Grande (MS).
Segundo o boletim de ocorrência, Gabriel teve um desentendimento em um lava-jato nas proximidades, sendo que ele e um amigo foram perseguidos por ocupantes de um veículo azul, semelhante a um Jeep Renegade.
Os atiradores correram atrás do rapaz, invadiram a casa da irmã da vítima na Rua Joana Maria de Souza e efetuaram os tiros antes de escapar. Gabriel foi atingido e o amigo sofreu pequenas lesões nos braços durante o episódio.
As autoridades encontraram Gabriel caído no chão. Ele apresentava uma marca de tiro na escápula esquerda e ferimentos no rosto provocados por agressões físicas. Ele exalava cheiro de bebida alcoólica, estava com a fala confusa e não conseguiu fornecer informações. Os bombeiros prestaram socorro e encaminharam o paciente à Santa Casa.
A irmã da vítima fez a identificação do rapaz e contou à polícia que, com medo, ela fugiu do local com o namorado, que foi testemunha do crime, em uma picape VW Saveiro branca. Durante o trajeto, o motorista colidiu com uma motocicleta no cruzamento da Rua Aziz Nachifi com a Rua Georgina Barbosa.
Após a batida, a mulher retornou à cena do crime. O namorado permaneceu no local do acidente com suspeita de fratura no pé e precisou aguardar atendimento médico. Na residência, a mulher demonstrou comportamento agressivo, esmurrou a viatura policial e precisou ser algemada para contenção. Ela foi liberada na sequência.
Consultas aos sistemas de segurança revelaram desdobramentos sobre os familiares. Os policiais constataram que Gabriel estava evadido do sistema prisional, assim como a irmã.
A apresentação das testemunhas ao delegado foi dispensada no primeiro momento devido ao estado de embriaguez. O local do ataque passou por análise da Perícia Técnica. A cena do crime contou ainda com investigadores do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e acompanhamento do delegado João Cleber. O caso foi encaminhado à Cepol para as providências cabíveis.