Polícia

02/09/2016 13:00

Polícia encontra isqueiro em casa onde crianças morreram carbonizadas

A Copagaz emitiu um laudo informando que não houve explosão de botijão de gás no local

02/09/2016 às 13:00 | Atualizado Dany Nascimento
Geovanni Gomes

O delegado da 2ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, Weber Luciano de Medeiros afirmou que a Copagaz emitiu um laudo alegando que não houve explosão de botijão de gás na residência onde duas crianças morreram carbonizadas no dia 29 de agosto, na Rua Sebastião Pereira Lima, no bairro Nova Lima, na Capital.

Duas crianças estavam dentro da casa, um menino de três anos e o irmão de seis meses. O delegado explica que voltou à residência com a perícia após o ocorrido e encontrou um isqueiro cor de rosa próximo do local onde o corpo do menino mais velho foi encontrado.

"Nós voltamos até o local com a mesma perita que esteve na casa no dia em que a casa pegou fogo, retiramos alguns escombros e próximo do corpo da criança mais velha foi encontrado um isqueiro cor de rosa", explica Weber.

Conforme o delegado, as investigações levam a polícia a creditar preliminarmente, que o menino mais velho poderia estar brincando com o isqueiro no quarto da casa. "Concluímos preliminarmente que o menino mais velho estava brincando com foto dentro da casa. Como começou a pegar fogo, acreditamos que ele tentou apagar, mas acabou inalando a fumaça e ficou inconsciente, vindo a ocorrer a tragédia".

A família das crianças, segundo o delegado, confirmou que o menino era fascinado por fogo. "O avô das crianças disse que eles passaram alguns dias em um assentamento próximo de  Maracaju e o menino mais velho era fascinado por fogo, gostava demais de fogo. Eles disseram que o pai juntava lixo no quintal e ele colocava fogo com isqueiro e sempre gostou demais de coisas com fogo, adorava ver fogo".

Sobre o isqueiro encontrado na residência, a mãe das crianças Deise Cunha, 19 anos, afirmou que o fogão da casa teria acendimento automático e disse que possuía um isqueiro, mas não sabia onde o mesmo estava guardado.

"A mãe afirmou que estava no portão da casa no momento do ocorrido e disse que tinha um isqueiro mesmo na casa, mas não sabia onde estava guardado", diz o delegado.  Conforme os vizinhos, na casa moravam quatro pessoas, o casal e os filhos, a residência tinha três peças e, no momento do incêndio, as crianças estavam no quarto. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou ao local, nada pode ser feito.