Política

20/07/2018 17:00

'Não temos 'Plano B', Puccinelli é nosso candidato', afirma comando do MDB

Convenção é mantida para dia 4 de agosto e deputado crê na soltura do ex-governador até terça

20/07/2018 às 17:00 | Atualizado Celso Bejarano e Kerolyn Araújo
Wesley Ortiz

A cúpula do comando regional do MDB informou, na tarde desta sexta-feira (20), em coletiva de imprensa, em Campo Grande, que não tem 'Plano B' e que o ex-governador André Puccinelli, preso pela manhã por policiais federais, acusado de corrupção, será o candidato do partido ao governo de Mato Grosso Sul.

“Agora, a única coisa que podemos fazer é ofertar solidariedade e crença na justiça. O estranho é que a prisão tenha ocorrido às vésperas do dia que era para ser convenção (data tinha sido recentemente mudada para o dia 4 de agosto). Queremos crer que essas coisas serão resolvidas. Foi um fato inesperado, mas estamos tratando com naturalidade. E as medidas cabíveis já estão sendo tomados. Não há 'Plano B' e André Puccinelli é o nosso candidato”, disse o vice-presidente regional do MDB, o senador Waldemir Moka.

O deputado estadual Júnior Mochi, presidente da Assembleia Legislativa, emedebista antigo, disse que “a decisão surpreendeu a todos, ainda mais porque essa decisão faz parte do mesmo inquérito de novembro do ano passado (quando Puccinelli foi preso e solto um dia depois por força de liminar concedida pelo TRF-3, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região)”.

Mochi afirmou também que as medidas (recursos) têm sido tomadas e que ele acredita que o TRF-3 vai rever a decisão e aceitar o habeas corpus de soltura até terça-feira.

E repetiu o que disse Moka: “não há plano B, nosso candidato é e sempre será o André (que é o presidente regional do MDB)”. Ele acrescentou que a convenção do partido, data para oficializar a candidatura de Puccinelli está confirmada para o dia 4 de agosto.

O parlamentar afirmou ainda que não dá para afirmar se a prisão de Puccinelli tem conotação política, mas “acha estranho a prisão sair do mesmo inquérito de novembro passado, quando o ex-governador foi detido e solto logo depois por falta de provas”.

O deputado estadual George Takimoto também reforçou que Puccinelli é o candidato do partido e que “o que ocorreu abala as estruturas por apenas alguns dias”.

“Assim como dá outra vez que foi preso (novembro passado) não ficou nada comprovado, sem provas”, afirmou Takimoto. Participaram da coletiva além de Moka e Mochi, os deputados estaduais Márcio Fernandes, Antonieta Amorim, Paulo Siufi, Eduardo Rocha e a subsecretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Carla Sthphanini.

Puccinelli foi preso junto com o filho André Júnior e o advogado João Paulo Calves. Os três estariam implicados num caso de pagamento de propina feito pela empresa JBS. O dinheiro teria passado pelas contas do Instituto Ícone, que seria empresa de André Júnior.

Puccinelli, que havia sido preso em novembro passado pelo mesmo crime, é investigado pela PF por superfaturamento de obras, fraudes em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro.