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Artista que pinta astros e estrelas da música em pallets vai expor obras no Festival das Artes

Serão 9 horas de evento, já que os portões abrem às 15h, e o show principal, de Humberto Gessinger, acontecerá às 22h

25 NOV 2016
Assessoria
15h03min
Foto: Divulgação

A artista plástica campo-grandense Milla Freitas pinta astros e estrelas da música mundial em telas de pallets há um ano. Autodidata, ela defende a arte aliada à sustentabilidade e trabalha várias técnicas como a aquarela, o stencil, o pontilhismo e o nanquim. Quem quiser conferir o trabalho de Milla pode ir até o 1º Festival das Artes, que acontece no dia 3 de dezembro, no ginásio Dom Bosco, em Campo Grande.

Milla cresceu na área rural e desde cedo teve contato com a arte e a natureza, fator que lhe ajudou a desenvolver a consciência ecológica nas obras. Filha de artesã e músico, a artista plástica cresceu num ambiente artístico, e desde criança tem contato com argila, palhas, tintas, música e poesia.

Artesã há mais de 15 anos, e pedagoga de formação, em 2015 começou a pintar telas de pallets, inspirada a partir da observação da convivência entre homem e natureza. A música foi inspiração para o trabalho que a artista desenvolve há um, por meio de obras que revelam sua ligação com astros como Freddie Mercury, Robert Plant, Raul Seixas, Roberto Frejat, Rita Lee, Cazuza, Kiss, Zé Ramalho, Djavan, Roger (Ultraje a Rigor), Slash, entre outros.

Segundo Milla, o gosto musical pelo rock and roll fez com que ela pintasse as telas com os artistas. “Amigos fãs de rock também fizeram pedidos de pinturas”, declara. A próxima série ‘musical’ será baseada em artistas regionais, conforme a artista plástica.

Uma das características de sua arte é provocar a reflexão no público. Milla acredita que o artista deve mesclar vida e arte, e a arte deve lidar com o cotidiano das pessoas.

Enquanto educadora, a artista sente a necessidade de imprimir na sua prática ações que dialogam com o desenvolvimento sustentável. “Aliar arte à conscientização ambiental é uma forma eficaz de envolver quem usufrui da arte. O observador não precisa entender de arte para usufruir dela, pois ela é absorvida com seus sentimentos, através de vários canais”, explica.

Atenta as questões ambientais da contemporaneidade, e seguindo influência da sua vivência e herança cultural, Milla trocou as telas convencionais por telas feitas a partir do reaproveitamento do pallet, com técnicas de marcenaria, junto às tintas e pincéis. As telas são confeccionadas pela artista com o material que muitas vezes é descartado nos setores de comércio e indústria, que depois de passarem por sua pequena marcenaria vão para o ateliê em que recebem a arte.

Todo o processo, desde a seleção e trato da madeira, até a pintura, envolve bastante cuidado. Milla presta muita atenção no que as manchas e fibras da madeira sugerem para, a partir daí, prosseguir. O resultado do trabalho mostra a rusticidade da madeira reaproveitada, com a sutileza das pinturas em aquarela, a dureza do stencil e a impressão da técnica do pontilhismo.

A média de preço das telas varia de R$ 230,00 e elas podem ser compradas durante o festival, que terá o cantor Humberto Gessinger, líder da banda de rock Engenheiros do Hawaii, como uma das atrações principais, com o show “Louco pra ficar legal”, no Palco Brasil.

Serviço - Serão 9 horas de evento, já que os portões abrem às 15h, e o show principal acontecerá às 22h, com encerramento da programação previsto para 0h. Além de música e pintura, haverá apresentações teatrais, poesia e praça de alimentação para a galera matar a fome.  

Os ingressos para o festival estão sendo vendidos na Augusta Life Store (rua 15 de Novembro, 215) e na ¼ Colchões (avenida Afonso Pena, 3.835). Bilhetes para a pista vip custam R$ 110, já para arquibancada o valor é de R$ 90. São aceitas carteirinhas de estudantes, aposentados e doadores de sangue no pagamento de meia-entrada.

 

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