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Diretor nega denúncias de assédio sexual e afirma que professora armou contra ele

Servidora alega que foi demitida após se recusar a mandar nudes para ex-chefe

7 NOV 2017
Airton Raes
15h11min
Foto: Reprodução

O diretor da Escola Estadual Marçal Souza Tupã-Y alega que as acusações de que uma professora foi demitida por não enviar nudes para ele são fantasiosas. O diretor também afirma que as denúncias feitas pela professora de supostos desvios de recursos públicos são falsas, com o único objetivo de prejudicar e denegrir a sua imagem.

Conforme documentos apresentados por ele, as empreitadas da professora contra o diretor começaram em julho deste ano, quando ele estava ausente por causa de uma viagem a trabalho. A professora, que também era diretora-adjunta, colou em ata uma denúncia sobre suposto desvio de R$ 4,8 mil. Segundo o advogado de defesa do diretor, Charles Machado Pedro, o seu cliente acredita que a professora preencheu sozinha a ata e foi de carro na residência dos demais integrantes da denúncia.

Na reunião seguinte, o diretor da escola devolveu os recursos à Associação de Pais e Mestre, supostamente mostrando que não houve apropriação indevida dos recursos. Foi feita denúncia na Secretaria de Educação e o procedimento foi arquivado por constatação de que não houve a apropriação de recursos por parte do diretor.

O diretor explicou que, após a possível tentativa de golpe da professora, houve quebra na confiança e ele solicitou a dispensa da mesma do cargo, mas a professora não foi exonerada. “O diretor de uma escola não tem o poder de exonerar. Como não havia mais condições de trabalharmos juntos, ela foi dispensada, retornou de onde veio e continuou no banco de dados da Secretaria de Educação”, disse.

Ele ainda reiterou que a professora agiu com má fé, com intenções de denegrir a imagem dele junto à comunidade escolar, com o objetivo de assumir a direção da Escola. “Como não houve êxito a empreitada de me acusar de desvio de recursos, inventou essa acusação fantasiosa de assédio. Não houve assédio”, disse.

Segundo ele, a professora realizou uma montagem de diversas conversas para parecer que havia assédio. “Eu tenho uma linha de aministração onde eu dou abertura aos funcionários e alunos para aproximar todos. Eu brinco com todo mundo. O que houve foram brincadeiras que ela iniciava. Ela me mandava mensagens”, explicou o diretor.

Ainda conforme ele, as denúncias estão afetando seu trabalho, pois ex-alunos que foram repreendidos pelo uso de drogas dentro da escola começaram a ameaçá-lo. Veja os prints:

Por conta disso, o diretor registrou, em 06 de novembro, o boletim de ocorrência nº 13619/2017 por calúnia e difamação. “Vamos entrar com ação de reparação de danos contra ela. Vai ter que provar o que afirmou nas matérias. Vamos mostrar para a polícia o verdadeiro teor das conversas”, disse.

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