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Invasores da área da Homex devem trocar lonas por casas nos próximos dias

Ordem dos líderes é que as lonas sejam trocadas por casas de madeira e de alvenaria

12 FEV 2017
Dany Nascimento
18h05min
Foto: André de Abreu

O cenário das áreas invadidas no bairro Paulo Coelho, em Campo Grande estava diferente dos últimos dias. A área abandonada pela empresa Homex, que possuía cerca de 500 famílias, está vazia e apenas barracos de lona cercam os terrenos.

De acordo com o idoso Venervaldo Correia, 76 anos, os invasores não estão no local porque foram trabalhar, mas ao anoitecer, todos retornam para os terrenos. "Está vazio assim porque a maioria deles trabalha e acabou indo para o trabalho, mas todos continuam aqui aguardando uma decisão".

Correia destaca que em uma das reuniões, os invasores decidiram retirar as lonas e construir casas. "O que ficou acordado é que todos iam retirar as lonas e construir casas, alguns de madeira, outros de materiais. O acordo realmente é retirar essas lonas e acabar com essa impressão de barracos", diz Venervaldo.

Eduardo Sorrilha, 59 anos, explica que  desde o primeiro dia de invasão, a situação continua a mesma no local. "Continua tudo igual, alguns falam que a área é da Homex, outros falam que a área pertence a uma família que não terminou de pagar e nós continuamos aqui. Ninguém veio dar uma posição sobre nada".

Questionado sobre o medo de construir casas de materiais no local, Eduardo destaca que tem medo de levantar a casa e tudo ir abaixo em segundos. "A ordem é tirar lonas e construir, mas temos medo com certeza, porque em questão de segundos, podem mandar máquinas para demolir tudo aqui".

De acordo com os invasores, durante o final de semana, todos que buscam aderir a área estão nos locais, residindo. "No final de semana está todo mundo aqui, tem muita gente, muitas crianças, agora todos estão no trabalho".

Segundo a prefeitura, a invasão de terrenos, seja público ou particular, é ilegal e configura crime. Ainda conforme informações da administração municipal, esses invasores ficam impossibilitados de participarem do cadastro de programas sociais de habitação.

 

 

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