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Após pesquisa, prefeito anuncia medidas para reduzir reclamações de passageiros de ônibus

Prefeito disse que está de mãos atadas sobre o reajuste da tarifa, mas vai amenizar outros problemas

6 DEZ 2018
Rodson Willyams
12h55min
Foto: Rodson Willyams

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) aproveitou esta quinta-feira (6) para esclarecer alguns pontos quanto ao índice de reajuste na tarifa do transporte de Campo Grande. Por meio de decreto, o índice reajustado foi de 6.76%, que elevou o valor da passagem de R$ 3,70 para R$ 3,95, obedecendo cláusulas contratuais.

"Há um contrato feito em outubro de 2012, onde o consórcio ganhou uma licitação para prestar o serviço por 20 anos. Independente de quem era o prefeito, o contrato foi avalizado por todos os órgãos de fiscalização. Não há o que se falar deste contrato assinado entre as partes", explica o prefeito.

Marquinhos lembrou que o consórcio tem direito ao reajuste no contrato, "mas também têm deveres". Segundo ele, o município contratou uma empresa, por meio de certame licitatório, para analisar qual era o descontentamento dos usuários quanto ao transporte público. Esses problemas serão reduzidos.

"33,66% alegaram falta de segurança. 14,33% falaram banheiros sujos, 5,33% da falta de pontos cobertos, bebedouros e ônibus velhos. E 68% de problemas com terminais. Essa foi a radiografia. Vimos qual é a competência de cada um e vamos cumprir", comentou.

Providências

O prefeito ainda lembrou que o Executivo está tomando todas as providências. "Aumentamos as fiscalizações, inclusive com a aplicação de multas. Na gestão passada, o consórcio ficou de lado porque os gestores estavam mais preocupados com brigas judiciais. Mas agora, nós vamos fiscalizar. O que é da nossa parte, vamos tomar todas as providências", finaliza.

Cálculo do aumento

Durante a coletiva de imprensa, Marquinhos esclareceu que o valor de 6,76% é fruto do resultado da soma de diversos fatores que incidem na base de cálculo que define o valor da tarifa. Segundo ele, o cálculo leva em consideração: índices nacionais, reajuste na folha de pagamento dos motoristas, valor do litro do óleo diesel, a frota e a avaliação quanto ao número de passageiros.

"Todo ano esses fatores terão impacto no valor na tarifa, que leva em consideração a variação anual que vai de novembro de 2017 a novembro de 2018. Não sou eu que faço esses cálculos", explica Marquinhos.

Segundo o prefeito, alguns itens que servem para a base de cálculo apresentaram variação maior. Por exemplo, quanto ao óleo diesel, houve uma variação anual de 8% o que impacta na tarifa em 36%. "Quem determina o valor do óleo diesel é o Governo Federal, não é o prefeito", justifica.

Outro ponto lembrado pelo prefeito, que também apresentou variação maior, foi quanto o reajuste dos salários dos motoristas. "Teve um impacto de quase 36% também sobre o valor da tarifa. O reajuste nos salários dos motoristas foi de 5,11%. Isso entra na base de cálculo e, novamente, o que isso tem a ver com o prefeito?", questiona.

E continua: "os outros índices nacionais, como INPC e outros que compõem a base de cálculo, variaram entre 5% a 7%. Fora o peso que cada item tem. Ou seja, tudo isso é colocado dentro de um liquidificador, jogado dentro da fórmula até se chegar a esse índice de 6.76%. Depois disso, o valor é encaminhado para um conselho que representa os usuários do transporte coletivo, que analisa, e aí sim manda pra mim. O prefeito não pode fazer um reajuste menor, só maior. E esse já é o valor mínimo que veio do conselho. Então, não posso simplesmente baixar a tarifa ou dar falsas esperanças em razão do contrato", detalha o prefeito.

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