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Mesmo a favor de uma punição mais severa, população desconhece 'Lei Harfouche'

Proposta analisa penalidades para estudantes indisciplinados e que tenha praticado algum tipo de vandalismo em escolas

16 JUN 2017
Anna Gomes
07h00min
O aposentado Raimundo Carlos Sobrinho de 72 anos, lembrou da época que estudava e destaca como tudo era conservador Foto: Anna Gomes

A população de Campo Grande, mesmo apoiando uma educação mais severa, desconhece a íntegra do projeto da 'Lei Harfouche'. A proposta analisa penalidades para estudantes indisciplinados e que tenha praticado algum tipo de vandalismo em escolas do Estado.

A maioria das pessoas entrevistadas pelo TopMídiaNews, concordaram que os alunos devem arcar com seus 'erros', ao mesmo tempo, desconhecem o projeto de lei, ou, não tiveram acesso ao material, ou até já ouviram falar, mas nada tão a fundo.

O aposentado Raimundo Carlos Sobrinho, 72 anos, lembrou da época que estudava e destaca como tudo era conservador. Por ter vivido um regime mais autoritário, ele é a favor de uma escola mais rígida, mas desconhece o projeto de Lei.

"Quando eu estudava, tinha que decorar tudo, caso contrário, a professora pegava a famosa palmatória e nos agredia. Hoje em dia, o aluno praticamente bate no professor, perdeu completamente o respeito", disse.

O poeta Alvino Rezende, também de 72 anos, também cresceu com uma educação bem conservadora. Mesmo a favor de uma escola mais rígida aponta que as coisas não devem ser extremas.

"Acredito que se o alugo sujou, ele pode limpar. Se danificou a escola porque quis, deve sim arcar com os erros. Não digo que os castigos devem ser extremos como era no meu tempo, mas uma punição para educar essas crianças de hoje em dia, acho necessário", ressaltou.

O pedreiro Nilton Dornelas de 47 anos, mesmo sem conhecer a lei, também é a favor de punições para os alunos. Segundo ele, às vezes, os estudantes recebem uma boa educação dentro de casa, mas na escola agem de outra forma.


"Tudo acaba sendo culpa dos pais e muitas vezes a criança recebe uma boa educação, mas na adolescência, não sei se é para se aparecer para os amigos, os jovens acabam tomando rumos diferentes. Então acho que se o aluno foi capaz de sujar a escola, que seja capaz de limpar. Já fiquei de joelhos no milho e isso não afetou minha vida em nada".

Na contramão, a dona de casa Raquel Andrade de 35 anos, diz que já ouviu falar sobre a lei nos jornais e é totalmente contra terceiros punirem seus filhos. Mãe de duas crianças ainda pequenas, ela diz que educação vem de casa e ela não admitiria outra pessoa castigando as meninas.

"Eu sempre tive uma boa educação em casa e nunca fiz nada de errado na escola. Minhas filhas ainda são pequenas para entrarem na escola, mas tenho receio da lei ser aprovada e uma pessoa que eu mal conhece interferir na educação dos meus filhos. Acho que se os pais educam corretamente, os jovens colocam em prática os atos e não fariam nada de errado. Não sei qual é o limite. E se exagerarem nas punições, atingindo todos os alunos? Quem educa é pai e mãe. Escola é para estudar, não para castigar", destacou.

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