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Cultura em risco: na 1ª aldeia urbana do Brasil, alunos indígenas só tem acesso até 5º ano

Só existe uma unidade educacional na aldeia, que ensina até o 5° ano do ensino fundamental

10 FEV 2019
Anna Gomes
18h10min
Foto: André de Abreu
IPVA GOV

Indígenas da primeira aldeia urbana do Brasil, a Marçal de Souza, localizada próximo ao bairro Tiradentes, em Campo Grande, dizem que as crianças que moram no local precisam de melhorias na escola. Só existe uma unidade educacional que ensina até o 5° ano do ensino fundamental.

As mães lamentam não ter uma escola que tenha pelo menos até o ensino médio. Mesmo morando dentro da cidade, a comunidade busca sempre manter a tradição indígena, inclusive, dentro das salas de aulas.

A escola municipal da Sullivan Silvestre conta com aproximadamente 380 alunos. A maior parte é formada por descendentes de Terena.

Parte dos professores que leciona na unidade também é descendente indígena da tribo local. O diferencial da escola está no acréscimo de disciplinas de língua e cultura Terena, que são aplicadas para as crianças.

“Queremos continuar com a nossa cultura e uma escola com até o ensino médio pelo menos. Tudo bem que moramos dentro de uma cidade, mas também residimos em uma aldeia. É uma aldeia dentro de Campo Grande e não as pessoas não podem esquecer disso. Nossos filhos são muito pequenos para outras unidades educacionais e gostaríamos que continuasse próximos de nós, estudando também sobre nossa cultura”, lamentou uma mãe da aldeia.

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