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Apesar de desconversar sobre economia, Bolsonaro desperta 'flerte' de analistas de mercado

Especialistas pontuam que, comparado a Lula, deputado representaria risco menor ao mercado – ainda que gere imprevisibilidade

12 NOV 2017
Amanda Amaral, com Folha de São Paulo
09h15min
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Controverso e autointitulado com pouco conhecimento sobre o universo econômico, o presidenciável em potencial Jair Bolsonaro (PSC-RJ), começa a chamar atenção de especialistas no assunto. Já que aparece bem pontuado em pesquisas de intenção de voto, ao lado do ex-presidente Lula (PT), economistas comparam os dois e, na balança, indicam o deputado federal carioca como o ‘menos negativo’.

Conforme o jornal Folha de São Paulo, o seu novo combo econômico de Bolsonaro tem guinada liberal e fala de Estado mínimo, eficiente e livre da corrupção; prega a redução do juro para 2%; e até aceita privatizações — algo considerado esquisito para um nacionalista de carteirinha que considera um perigo o avanço global chinês.

Controverso, já defendeu o fuzilamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por privatizar a Vale e a Telebrás. Agora, como pré-candidato à Presidência em 2018, até aceita avaliar modelos alternativos de privatização da Petrobras.

A reportagem citou uma pesquisa da XP Investimentos que aponta que, entre o petista e o miliar, o dólar teria menos alta com a vitória do último, o que causou estranhamento até mesmo da equipe responsável pelo estudo. "O Bolsonaro falava em estatizar companhias, agora diz que tem que diminuir o tamanho do Estado. Ele gera imprevisibilidade", afirma Celson Plácido, estrategista-chefe da empresa.

Na avaliação do cientista político Carlos Melo, os dois pré-candidatos até teriam um ponto em comum que costuma desagradar muito o mercado financeiro: "Tanto Lula quanto Bolsonaro são intervencionistas", diz ele. "A visão do Bolsonaro sobre economia é zero, ele nunca teve preocupação com isso. Mas agora ele está fazendo um discurso liberal para reduzir a resistência do establishment econômico contra ele. É uma estratégia. O liberalismo econômico não está no DNA dele", afirma.

Apesar de atentos neste cenário, ainda na preferência de economistas e os analistas de instituições financeiras para assumir o cargo de presidente do Brasil, aparecem o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e os tucanos Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, e João Doria, prefeito da capital paulista. 

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