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Entidades assinam pacto para recuperar investimentos de R$ 2,5 bilhões do FCO

Termo de cooperação foi assinado entre representantes do setor produtivo e o Banco do Brasil

1 DEZ 2016
Airton Raes e Rodson Willyans
13h26min
Foto: Rodson Willyans

Entidades representantes do setor produtivo de Mato Grosso do Sul, Fiems, Fecomércio-MS, Famasul, Faems, Governo do Estado e Banco do Brasil assinaram termo de cooperação para que os R$ 2,5 bilhões não utilizados pelo FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) possa retornar em sua totalidade ano que vem  para investimentos no Estado. 

Dos R$ 5,7 bilhões previstos para o financiamento de projetos de Mato Grosso do Sul pelo FCO em 2016, foram utilizados R$ 3,5 bilhões. Serão devolvidos para a União R$ 2,5 bilhões não utilizados. A pedido da Fiems, o termo de cooperação visa que esses recursos possam voltar ao FCO em 2017 de forma integral para o financiamento de projetos que visam estimular o crescimento do setor produtivo no Estado. 

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, explicou que é a primeira vez que o Estado devolve recursos do FCO para a União. “Esses recursos podem ajudar a enfrentar esse período de crise econômica que o Brasil esta passando”, explicou Longen. Também foi solicitado que o Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste tenha maior empoderamento para poder para poder flexibilizar questões e ajudar no destravamento ao financiamento de projetos pelo fundo. 

O superintendente do Banco do Brasil no Estado, Glaucio Zanetti Fernandes, destacou que o Banco do Brasil está aberto para atender todas as solicitações das federações, mas lembrou que a situação de devolução de recursos do FCO não é exclusiva de Mato Grosso do Sul, mas de diversos estados do Brasil, devido o impacto financeiro da crise. 

Zanetti garantiu que o banco deve tomar medidas emergenciais para ajudar neste momento. Será aumentado o valor dos projetos que podem receber recursos do FCO. Esses recursos serão investidos tanto no setor rural, como no setor empresarial. Na parte rural, a meta será mantida, permanecendo a de 2015. Nesse mês de dezembro, o FCO estuda a possibilidade de liberar entre R$ 150 milhões a R$ 200 milhões de recursos para investimentos no setor rural. No setor empresarial, a projeção é de R$ 150 milhões em 2016. Tentando fazer o lançamento de mais R$ 50 milhões a R$ 100 milhões. “Até 31 de dezembro vamos tentar fazer o que não foi realizado no resto do ano” destacou o superintendente. 

Glaucio Zanetti Fernandes explicou que embora estejam solicitando o retornando integral dos recursos, os recursos vão cair em uma conta única da União, junto com a devolução dos outros Estados. “Como cai em um caixa único, apenas 23% retorna ao Estado”, afirmou. 

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