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Sem aumento salarial, funcionários da Energisa ameaçam entrar em greve

Trabalhadores pedem manutenção de todos os direitos adquiridos e reajuste salarial acima da inflação para a categoria

7 DEZ 2018
Da redação / Assessoria
11h52min
Foto: André de Abreu

Os trabalhadores da Energisa em Mato Grosso do Sul ameaçam entrar em greve neste fim de ano, caso a concessionária de energia elétrica não atenda as reivindicações do sindicato como, por exemplo, reajuste salarial acima da inflação para a categoria. Até o momento, o Sinergia-MS já realizou seis rodadas de negociação com a empresa, sem chegar a nenhum acordo.

Mesmo com um lucro líquido de R$ 115,5 milhões nos primeiros 9 meses de 2018, o que representa aumento de 96,8% em relação ao mesmo período do ano passado, a Energisa-MS se recusa a dar aumento real aos eletricitários e oferece apenas a reposição da inflação, além de impor mudanças no banco de horas e em outras cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, diz o sindicato.

“A empresa tem alta lucratividade e na hora de valorizar os funcionários que são responsáveis pelos resultados somos tratados com esse descaso. A concessionária não reconhece os trabalhadores e ainda quer retirar direitos”, critica o presidente do Sinergia-MS, Elvio Vargas.

Ele lembra ainda que o descaso com o trabalhador e a busca por lucro resultam em serviços precários à população, que continua pagando tarifas elevadas. A 4ª revisão tarifária média foi de 9,87%, sendo 10,65% para os consumidores de baixa tensão e 7,91% para os consumidores de média e alta tensão.

“A empresa coloca o lucro na frente do trabalhador e da população. Prova disso é que ela deixou de fazer o serviço de ligação de urgência porque fez as contas e viu que seria necessário muito investimento. Então, mesmo a população pagando caro pelo serviço, isso não chega para o trabalhador e não é devolvido em qualidade ao cliente”, avalia Elvio.

A concessionária de Mato Grosso do Sul é a que mais lucrou no grupo Energisa, alega o sindicato. Dados do relatório financeiro do grupo apontam que Energisa-MS teve o melhor desempenho nas vendas de energia, com crescimento de 5,4%, acima do índice nacional que foi de 1,3%.

Reivindicações

As principais reivindicações dos trabalhadores são manutenção de todos os direitos adquiridos; reposição da inflação + 1,5% de ganho real no salário; e 6% de reajuste nos tickets. O sindicato exige ainda o fim da pressão excessiva por resultados e um Plano de Cargos e Salários (PCS) transparente e justo.

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