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Concurso da PM que atraiu 36,3 mil candidatos pode ter baixa abstenção

Certame que seleciona soldados e oficiais é o que mais atraiu concorrentes na história da PM

12 AGO 2018
Celso Bejarano
09h55min
Foto: Marionildo Moreira

Dos 36,3 mil candidatos que concorrem as 450 vagas ofertadas pelo governo de Mato Grosso do Sul para ingressarem na Polícia Militar – 388 para patentes de soldados e 62 para oficiais – 17 mil inscritos vieram de outras cidades de MS e 9 mil de outros estados, informou Édio de Souza Viegas,  chefe da Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização. O secretário aposta num baixo índice de abstenção. 

As provas acontecem desde as 8h da manhã deste domingo (12) em cinco universidades, em Campo Grande e duas em Dourados. Cálculos de Viegas indicam que este certame é o que mais atraiu candidatos na história da PM em MS. “Veio gente de diversas partes do país, como Bahia, Mato Grosso e Rio de Janeiro. A boa estrutura do Estado e o bom salário pago em dia cativou o interesse dos concorrentes”, afirmou o secretário.

O baixo nível de abstenção, segundo Viegas, tem a ver com uma superoperação que a PM impôs no trânsito, em vias situadas aos arredores dos locais das provas e pelo forte esquema de fiscalização dentro das universidades. “A segurança é para garantir lisura no concurso. Isso defende igualdades aos concorrentes. Além disso, disponibilizamos uma forte estrutura de inteligência para evitar fraudes”, disse o secretário.


Desde as 6h da manhã, 250 PMs atuaram pela agilidade com segurança no trânsito. E ao menos mil pessoas ficaram dentro das universidades agindo na fiscalização.

Em concursos anteriores, os candidatos se queixavam que não conseguiam chegar a tempo por enfrentarem demorados engarrafamentos no caminho que conduzia às provas. O índice de abstenção deste certame será divulgado até quarta-feira.

Viegas disse ainda que o concurso em questão será homologado neste ano e os aprovados convocados em janeiro de 2019. Os soldados, cujo salário gira em torno de R$ 3,8 mil, formam-se em até 11 meses, período que são submetidos a avaliações em academia. Já os oficiais, com salários de R$ 7 mil, ficam aptos à missão militar em quatro meses.

Na Uniderp da Avenida Ceará, onde 11 mil candidatos faziam as provas nesta manhã, apenas dois candidatos foram notados chegando atrasados, um deles veio de Corumbá.

POR POUCO

Por um triz a candidata Beatriz Torres ficou fora do concurso mesmo entrando no prédio da Uniperp-Ceará em tempo, antes de fechá-lo. Ela foi salva pelo marido, o cabo PM Nilson Vera da Silva que, com a filha de nove meses no colo, acompanhou a concorrente até o portão da prova e foi embora.

Já perto da sala do exame, Beatriz notou que havia esquecido no carro do marido os documentos, como a carteira de identidade. Se estivesse sozinha teria perdido o concurso.

Ela acionou o marido PM por telefone, que logo retornou com os documentos e a filha Bianca nos braços. Nilson Vera entregou a identidade a Beatriz exatamente às 7h59, um minuto antes de o portão fechar. Daí, sorridente e aliviado, o cabo voltou com a filha para casa, no bairro Guanandi, do outro lado da cidade.

Na Capital, as provas têm sido aplicadas na Uniderp – Avenida Ceará, 333, Vila Antônio Vendas; Uniderp Agrárias – Rua Alexandre Herculano, 1.400, Taquaral Bosque; Centro Universitário Anhanguera (Unidade 2) – Avenida Gury Marques, 469, Chácara das Mansões; Universidade Católica Dom Bosco – Avenida Tamandaré, 6.000 Jardim Seminário; Unigran – Rua Abrão Júlio Rahe, 325 Centro.

Em junho deste ano o concurso em questão foi suspenso judicialmente por suspeitas de irregularidade na licitação que contratou a empresa que promoveu as provas. Contudo, o Estado recorreu e o mesmo juiz que havia barrado o concurso, modificou a decisão.

 

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