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Advogado de Delcídio e Olarte é preso pela Polícia Federal

Jail Benitez Azambuja foi parar atrás das grades por determinação da Justiça Federal do Paraná

13 MAR 2018
Celso Bejarano e Vinícius Squinelo
16h06min

Policiais federais prenderam no início da tarde desta terça-feira (13), em Campo Grande, o advogado Jail Benitez Azambuja, por determinação da Justiça Federal, em Umuarama, interior do estado do Paraná.

A assessoria de imprensa da Superintendência da PF, na Capital, apenas confirmou a prisão de Azambuja, contudo, orientou a reportagem a buscar informações na Justiça Federal, em Umuarama.

Já a corte paranaense informou que o processo que corre contra o advogado é mantido em sigilo. Jail Azambuja já defendeu causas do ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte.

Jail Azambuja encrencou-se com a Justiça paranaense, onde ocupava cargo de juiz federal, em Umuarama, em setembro de 2008.

À época, o então juiz foi acusado de ter forjado um atentado que teria sofrido na cidade de Umuarama, em fevereiro daquele ano. Supostos pistoleiros tinham disparado tiros contra o carro do magistrado, que foi preso em setembro de 2008.

Jail Azambuja também foi investigado por conta de outro atentado, desta vez, contra o juiz federal Luiz Carlos Canalli. Tiros foram disparados contra a casa do magistrado, colega de trabalho à época que Azambuja era juiz federal.

O atentado forjado fez com que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região determinasse, em novembro de 2009, a aposentadoria proporcional compulsória (por tempo de serviço) ao então juiz federal Jail Benitez Azambuja, que era o titular da Subseção Judiciária de Umuarama, Noroeste do estado. 

A decisão foi tomada pelo Plenário do TRF4. Azambuja é suspeito de ter forjado um atentado contra si mesmo, no dia 28 de fevereiro de 2008. De acordo com a assessoria de imprensa do TRF4, a pena é referente ao processo administrativo disciplinar, mas caberia recurso. Todo o inquérito corre sob segredo de Justiça.

Ainda como juiz em Umuarama, Azambuja emitiu 47 mandados de prisão contra policiais militares por suposta ligação com quadrilha de contrabandistas. No entanto, um dia depois, os policiais foram soltos por falta de provas.

Até o fechamento deste material, Azambuja não tinha oficialmente contratado um advogado para defendê-lo. Ele deve ser transferido para Umuarama.

 

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