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Azambuja afirma que JBS fez pressão e retaliou MS após corte de incentivos fiscais

Governador negou recebimento de propina pelos sócios da JBS

20 MAI 2017
Airton Raes
12h20min
Foto: Divulgação

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), negou o recebimento de propina de Wesley Batista e Joesley Batista  e afirmou que o grupo JBS fez pressão após o governo cortar incentivos fiscais. As ameaças incluiriam até possíveis fechamentos de frigoríficos em municípios do Estado como retaliação. 

Azambuja lembrou que no inicio de sua gestão foram revisados os incentivos fiscais de todas empresas. “Dos cinco termos de cooperação da JBS só mantivemos um, que foi em troca de investimentos que podem ser comprovados, por ampliação de plantas e construção de novos frigoríficos. São inúmeros termos com o grupo J&F, que não é só a JBS, tem a Seara, Eldorado e o próprio JBS", afirmou.

"Após o inicio de 2015 fizemos toda uma restruturação desses termos de acordo. Todas as empresas. Muitos que achamos que não deviam continuar foram extintos. Outros Quando venceram, não foram renovados. Cancelamos e não renovamos da JBS porque muitos desses termos não tinham igualdade de tratamento como tinham outros seguimentos. Por isso anulamos. Queremos um tratamento igualitário”, completou.

Reinaldo Azambuja lembrou que as acusações são de uma pessoa que está sendo investigada por delitos e que está tentando se livrar da pena. ”É uma fala de um delator que quer se livrar de suas penas. Inclusive após a delação ganharam valor muito substancial, que esta sendo investigado, no aumento do dólar e negociações de ações do grupo”, disse.

O governador também afirmou que irá provar a inocência em relação as acusações contra a sua pessoa. “Eu, pessoa física, vou me defender dessas acusações levianas de um grupo que deve explicações ao país. Não temos nada a esconder. Minha vida é aberta. Todo mundo conhece nossa origem. Nosso passado. É tudo declarado. Não temos nada a esconder. Vou me defender desses delatores. Falaram uma mentira. Querem se safar de uma pena, muito conformalmente em Miami, em Nova York”, completou.   

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