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Governo deve manter aposentadoria rural e BPC intactas para aprovar reforma da previdência

Segundo o deputado Marun, pontos estão em discussão para garantir aprovação do texto

10 NOV 2017
Diana Christie
18h10min
Foto: Deivid Correia/Arquivo

Para garantir a aprovação da reforma da previdência ainda neste ano, o presidente Michel Temer (PMDB) está disposto a manter o BPC (Beneficio de Prestação Continuada) e a aposentadoria rural intactos, sem alterações significativas. Outros pontos, no entanto, não estão em negociação.

As informações são do presidente da comissão especial da reforma da previdência, deputado Carlos Marun (PMDB/MS). Ele enfatiza a importância de aprovar a proposta antes do recesso parlamentar do Congresso Nacional.  “Temos que garantir as condições politicas por causa do tempo que perdemos em função daquela conspiração asquerosa”, alega.

Por outro lado, medidas como a criação de idade mínima para aposentadoria, com previsão de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, e as regras de transição do atual sistema para o novo são inegociáveis. “Vamos trabalhar onde existem os maiores privilégios e onde temos um gasto maior per capita. Não vamos mexer com os mais pobres”, aponta Marun.

O BPC é um benefício da assistência social prestado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Nacional). Consiste em uma renda de um salário-mínimo para idosos acima de 65 anos e deficientes físicos ou intelectuais que não possam se manter e não possam ser mantidos por suas famílias.

Já no caso da aposentadoria dos trabalhadores rurais, que muitas vezes passam décadas sem contribuir para a previdência e sem comprovar que trabalharam durante o período, o tempo mínimo de contribuição deve permanecer em 15 anos, e não ser ampliado para 25 anos como desejava o governo.

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