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Vereadores discutem situação da Santa Casa e clima esquenta na Câmara Municipal

Presidente da Casa de Leis diz que diálogo é a melhor saída; parlamentares se dividem sobre o problema

8 AGO 2017
Rodson Willyams
12h16min
Líder do prefeito acusou Esacheu de politicagem Foto: Rodson Willyams

Na Câmara Municipal, a questão da Santa Casa também foi debatida pelos vereadores. O vereador João Rocha (PSDB) afirmou que, em conversa com o prefeito Marquinhos Trad (PSD) e com um dos representantes da Santa Casa, a melhor saída seria o diálogo.

“Aproveitamos para buscar o diálogo que é o melhor caminho. Conversei com os vereadores pedindo um tempo para que não tenha mais indisponibilidade entre a prefeitura e a Santa Casa. Buscar o entendimento entre a entidade e a prefeitura”, afirmou o presidente da Casa de Leis.

Questionado se a discussão continuasse, João Rocha afirmou que aparentemente todos entenderam a situação. “Mas caso seja preciso, usamos o poder de presidente”, garantiu. Para ele uma investigação seria a última aposta dos vereadores.

Apesar disso, o líder do Prefeito, Chiquinho Telles (PSD) usou a tribuna para criticar a presidência do hospital em relação ao fechamento dos portões. “Quanto vale uma vida?”, indagou, criticando que os leitos não estariam superlotados.

Para ele, Esacheu faz politicagem com a saúde. “Acho que tem politicagem na saúde pública em cima de vidas. Já passou da hora de abrir a caixa preta da Santa Casa”, apontou Chiquinho, que já chegou a sugerir uma CPI da Santa Casa, mas não levou adiante.

Em aparte, o vereador e médico Loester Nunes (PMDB) saiu em defesa da entidade. “Desde janeiro a Santa Casa tem sentado com o prefeito colocando as suas dificuldades e o déficit nas contas”, defendeu apontando que o que o hospital recebe do município não dá para pagar as dívidas. “Há funcionários que até agora estão sem receber os salários e não há recurso para pagar. Fora que é desumano manter pacientes nas macas”, lembrou Loester sobre o atraso e sobre não ter pacientes em corredores.

Atuante na área da saúde, a enfermeira Cida lembrou os quase 30 anos trabalhando no local. “A superlotação e as divergências entre a Prefeitura e a Santa Casa sempre existiram, mas a conta é exata. O hospital mantém a mesma estrutura com os mesmos leitos desde a década de 1980 e a população só aumentou com atendimentos que chegam a números exorbitantes”, disse sugerindo a criação de um hospital municipal para resolver o problema.

“Estou cansada dessas discussões hipócritas envolvendo a saúde”, criticou Cida.

Também enfermeiro, Fritz (PSD) lembrou que a Santa Casa é uma entidade privada, porém com atendimento filantrópico e que, por isso, recebe inúmeras isenções tributárias, mas mesmo recebendo isso, reformou a parte privada e não a pública.

“Solicito a mesa diretora que encaminhe um requerimento para que seja aberta uma comissão temporária para acompanhar todo o processo que está ocorrendo na Santa Casa”, pediu. “Junto com outros vereadores fizemos uma batida na Santa Casa e vimos leitos de UTI disponíveis, mas na área vermelha completamente lotado e até sem suporte médico em outra área”, denunciou.  

Em entrevista ao TopMídiaNews, o presidente Esacheu do Nascimento garantiu que o déficit mensal é de R$ 3 milhões e a Prefeitura paga valores correspondentes ainda ao ano de 2014. 

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