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ALMS NOVEMBRO/ DEZEMBRO

'Não vamos titubear com as invasões de terras', dispara futura ministra da Agricultura

Tereza Cristina disse ter sido seduzida a aceitar o convite pela garantia da segurança jurídica aos produtores

9 NOV 2018
Celso Bejarano
13h15min
Tereza Cristina concedeu entrevista ao lado do Maurício Sato, da Famasul Foto: Divulgação

A deputada federal Tereza Cristina (DEM), indicada para comandar o ministério da Agricultura afirmou nesta sexta-feira (9), em Campo Grande, que foi convencida a assumir ao que chamou de “desafio” por uma razão definida e que “soa como música” nos ouvidos dos produtores rurais brasileiro: segurança jurídica.

Tereza concedeu entrevista coletiva na sede da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), ao lado do presidente da entidade, Maurício Sato, integrantes do governo Reinaldo Azambuja (PSDB) e ex-presidentes da federação que cuida dos interesses dos agropecuaristas.

A deputada afirmou que seu nome foi definido numa reunião com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que ela não participou e que envolveu 50 parlamentares da Frente Parlamentar Agropecuária, entidade presidida por ela. A parlamentar foi o único indicado que a deixou "honrada e envaidecida", disse. 

Ela explicou que, além da segurança jurídica aos donos de áreas rurais, sua gestão no ministério já tem assegurado um propósito: o governo federal, conforme orientação do presidente eleito, “não vai titubear, tolerar, invasões de terras”.

Aqui em MS, segundo dados da Famasul, ao menos 140 fazendas são disputadas judicialmente, a maioria delas por fazendeiros e índios.

“É o que mais precisamos [segurança jurídica], hoje, ainda que judicializado, os casos de invasões não são resolvidos. A partir de agora não vamos titubear ou tolerar com situações feitas fora da lei”, afirmou a indicada ministra da Agricultura.

Na entrevista, Tereza Cristina afirmou ainda que, ao conversar com o presidente eleito recebeu uma recado de Bolsonaro e que será uma das principais missões enquanto ocupar o ministério.

“O presidente Bolsonaro disse-me que a intenção dele é dobrar a produção agrícola brasileira. E isso é possível, desde que o setor receba investimentos e um bom plano de logística, como melhorias em rodovias e ferrovias”, afirmou a deputada.

“Vamos dobrar a produção de maneira sustentável e, com isso, conquistar novos mercados”, afirmou a futura ministra.

Tereza Cristina criticou ainda atual legislação acerca de questões ambientais. “O presidente Bolsonaro disse que isso tem de mudar. Hoje, há uma indústria da multa contra os proprietários de áreas rurais. O estoque de multa soma R$ 15 bilhões, um exagero”, opinou.

 

 

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