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Acadêmico investe em ‘chips’ de mandioca para realizar sonho de clínica filantrópica

11 setembro 2015 - 09h51Por Amanda Amaral

Uma ideia simples que se transformou em uma potencial forma de conseguir levar mais saúde às pessoas. Com criatividade e senso de empreendedorismo apurado, o acadêmico de odontologia Lucas Ribeiro Faustino, de 24 anos, decidiu aproveitar as mandiocas plantadas na chácara de seu pai para criar a “Magrão Chips”, que são salgadinhos fritos similares aos tradicionais feitos com batata.

A produção começou em fevereiro, primeiramente como uma maneira de aumentar a renda, vendo receitas pela internet. “Fiz alguns testes, levei na faculdade e todo mundo aprovou. Quando pensei em começar a produzir mais, teve gente que me achou louco, mas com o tempo foi dando mesmo certo”, conta Lucas.

Ele, que já vendeu bombons por um ano e meio nos corredores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), na frente da escola dos irmãos e na loja do sogro, se desfez do próprio carro para investir na produção dos chips, já enxergando que ali poderia estar a resposta para a realização de um antigo sonho: uma clínica odontológica filantrópica.

Foto: Deivid Correia 

“Sempre acreditei no empreendedorismo social. Esse projeto da clínica é grande, mas com fé e determinação acredito que vou realizar”, diz o estudante, que inclusive já registrou empresa para poder melhor comercializar o produto. Autodidata, ele inclusive criou o logotipo da marca sem nem saber mexer em programas de design, apenas assistindo a tutoriais em vídeo.

Lucas conta que já recebeu diversas propostas de empresários interessados em comprar a ideia, mas todas foram negadas pelo estudante, que já decidiu não querer transformar as mandioquinhas fritas em ganho financeiro pessoal.  “Ninguém iria aceitar essa maneira de direcionamento do faturamento, então, decidi seguir desse jeito”, diz.

Sua intenção maior é fazer com que as despesas da clínica sejam completamente cobertas pela venda dos chips, pois amigos já se dispuseram a trabalhar como voluntários na clínica, que até já tem nome, São Francisco de Assis. Para tanto, 90% do lucro é reinvestido no crescimento da produção, que hoje é feita apenas por ele e a sogra, em sua cozinha.

Foto: Deivid Correia 

O local da clínica também já foi pensado e deve funcionar no espaço do Centro Espírita Emmanuel, provavelmente montado em containers, uma maneira mais sustentável de construção.

Para alavancar a captação de recursos, o estudante criou uma campanha de financiamento coletivo (ou crowdfunding), que pretende arrecadar R$ 10 mil em até 60 dias. Para explicar como a doação pode ser feita, dos valores até os brindes ao doador, Lucas criou um vídeo e compartilhou nas redes sociais. Veja abaixo:

Os pacotes de 60 gramas custam R$ 2 e os de 160 g, saem por R$ 5. É possível encontrar o produto em alguns armazéns que vendem alimentos naturais a granel, no Mercadão Municipal e outros locais, que podem ser conferidos na página do Facebook da “Magrão Chips”.