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Na crise, casal se reinventou e reforçou parceria com venda de pamonhas

Campo Grande: família faz a alegria da freguesia, especialmente com a aproximação das festas juninas

11 junho 2022 - 15h15Por Nathalia Pelzl

A instrumentadora cirúrgica Daniela Campos de Souza, 40 anos, se viu em uma situação inusitada em meio à pandemia da covid-19. De Campo Grande, ela iniciou a vida no empreendedorismo por meio de pamonhas. 

A ideia partiu do esposo, o servidor público Alex Sander Borges Barbosa, que viu na infância a família construir bens e sobreviver. 

“Surgiu dele, a família dele sempre fez pamonha, adquiriu várias coisas por meio de pamonhas, faz cinco anos que somos casados, e ele sempre falava para fazermos pamonha. Mas devido ao meu trabalho, ficava difícil, apesar de ter o maquinário. No começo da pandemia, entrou a suspensão de contrato, eu fiquei suspensa por quatro meses e aí veio o desespero”, destacou. 

Foi então que Alex Sander viu a oportunidade de lançar a ideia novamente. “Ele falou assim: ‘chorar não adianta, bora vender pamonha?’ Eu falei que topava e só não fazia coisa errada, mas trabalhar era comigo mesmo. Em meia hora, eu havia pegado mais de 150 encomendas de pamonha pelo WhatsApp, aí comecei a oferecer no WhatsApp, aos colegas e hospitais que havia trabalhado”, relembra. 

“Continuamos trabalhando fazendo duas vezes por semana e nos dedicando cada vez mais. Hoje, eu sou apaixonada, adoro ser reconhecida como a ‘Dani das pamonhas’. Sou instrumentadora também, mas amo ser reconhecida. Na verdade, eu falo que o pamonheiro é meu marido e eu sou a vendedora, mas a produção, desde descascar os milhos, selecionar, fazer o processo de corte, somos eu e ele, tudo artesanal. A aceitação é ótima”, pontua. 

Agora, com a volta do trabalho de ambos, o ritmo de produção diminuiu, mas ela destaca que eles sempre fazem o possível para atender a todos. 

Parceria no casamento e no negócio, segundo Daniela, após o início da venda das pamonhas, o casal fortaleceu a união.

Agora na época de festas juninas, o casal pontua que pretende não deixar nenhum cliente na mão. Além das pamonhas, eles trabalham com outros itens derivados do milho. 

Quem quiser conhecer mais do trabalho do casal, pode acompanhar o instagram: @pamonha_delivery_cg_ms