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Em MS, 18% das crianças disponíveis para adoção possuem algum tipo de deficiência

Cerca de 80 crianças vivem em instituições de acolhimento, aguardando a oportunidade de serem adotadas por uma família

20 maio 2022 - 19h00Por Antonio Bispo

Em Mato Grosso do Sul, cerca de 86 crianças vivem em instituições de acolhimento, à espera do tão sonhado dia de serem escolhidas por uma família.

Desse total, conforme dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça, aproximadamente 70% são declaradas como pretas ou pardas; 59% são do sexo masculino; e 18% possuem algum tipo de deficiência física e/ou intelectual.

O assunto chamou a atenção desde a divulgação da história de uma bebê recém-nascida, que perdeu a mãe no momento do parto. Ela foi colocada à disposição da adoção, mas as 14 famílias aptas a adotarem aqui no Estado, que prometeram acolher uma criança com deficiência ou algum tipo de doença, desistiram da criança.

"No Brasil existe um número altíssimo de inadotáveis. Crianças que praticamente não tem chances de sair de um orfanato. São crianças maiores de 6 anos, em extrema maioria negras, e com alguma doença ou deficiência", escreveu uma mãe, que denunciou o caso.

Nos comentários da publicação, diversas mães se indignaram com a situação e relataram terem vistos casos de crianças que são devolvidas pela família após o período de adaptação no lar.

"Já vi casos de pegar a criança e devolver por conta de alguma comorbidade ou deficiência. Realmente, muito triste. Para ser mãe de uma criança com necessidades não basta apenas ser 'MÃE ', tem que ter um amor maior, uma sabedoria e a noção de que você foi escolhida por Deus pra cuidar de um 'SER ' tão especial. E que você acaba por perceber que eles que te dão uma lição de vida a cada dia", disse.

Ainda conforme os dados do CNJ, das crianças disponíveis em MS para adoção, 12,2% possuem algum tipo de deficiência física e intelectual, 7,3% com alguma deficiência intelectual, e 1,2% com deficiência física.

Além disso, desse total, 24,4%possui algum tipo de problema de saúde não especificado nos dados.

Segundo a  Coordenadoria da Infância e Juventude, não há como estabelecer um tempo que as crianças ficam em média disponíveis para a adoção, pois cada caso é particular e leva tempo para que, de fato, elas sejam colocadas à disposição.