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Encontro familiar vira grupo com 500 pessoas apaixonadas por patins

09 setembro 2015 - 14h32Por Kamila Alcântara

O que seria apenas um encontro de parentes e amigos, na Orla Morena no final da tarde, se tornou o maior grupo de praticantes do esportes sobre rodas do Estado, com 500 praticantes assíduos. A Galera do Patins organiza encontros em vários pontos de Campo Grande, oferece aulas gratuitas, passeios noturnos e ações sociais, tudo para mostrar que o andar de patins é algo sério e que gera benefícios a saúde.

A história da Galera começou em junho de 2013. “Uma família grande, que sempre andava de patins na Orla, começou a convidar os amigos e tornou esses encontros um hábito. Esse costume continuou e o grupo foi formado”, conta o militar Hudson Kassio, 25 anos, um dos amigos que participou dos primeiros encontros e hoje organiza os eventos.

De início, todos podem participar das reuniões esportivas, de 4 a 50 anos de idade, até quem não sabe nem se equilibrar. “Nas quartas, sempre às 19h, e aos sábados às nove da manhã, instrutores ensinam as pessoas a andar de patins se cobrar nada, apenas pedimos para comprarem a camiseta do grupo, que custa 22 reais. Também recomendamos que as pessoas usem um patins semi-profissional, não aqueles brinquedos, pois podem machucar”, explica Kassio.

Segundo ele, tudo é decido e marcado pelo WhatsApp, que já acumula cinco grupos lotados. Os locais da prática esportiva são itinerantes, pois Campo Grande não possui um lugar totalmente adequado para o patins. “Como aqui não tem um lugar adequado, só a Orla mas está sempre muito movimentada, cada final de semana vamos para um lugar diferente, como a Praça do Papa, Cidade do Natal, Aeroporto. Outras Capitais têm locais só para isso, estamos até tentando chamar a atenção das autoridades para essa necessidade, que isso incentivaria o esporte”, afirma.

Com o passar o tempo e a experiência, até passeios noturnos são feitos. “Quando tudo vai bem, a pessoa perde o medo, sabe se equilibrar e frear, ela pode participar do passeio noturno, na terça-feira, onde nós percorremos 22 km. Vamos dos altos da Afonso Pena, passamos pela antiga Furnas, vamos até o Aeroporto e voltamos. Essa é uma das modalidades do patins, o urbano”.

Há regras dentro do grupo, pois o principal é manter o clima familiar entre todos. “Nós sempre pedimos para a pessoa não ingerir bebidas alcoólicas ou fumar narguilé usando a camiseta do grupo ou com patins nos pés. Não queremos que nos vejam como influenciadores de maus costumes”, pontua. Várias campanhas sociais foram feitas pela Galera, arrecadação de brinquedos, alimentos e até idas à cidades do interior. “Já visitamos escolas municipais daqui e as cidades de Sidrolândia, Corumbá e Ponta Porã para divulgar o esporte e as modalidades”.

Bianca de Almeida Espindola, de 22 anos, é bancária e entrou no grupo há apenas dez dias, mas não se arrepende. “Eu vi no Facebook as fotos. Tenho uma amiga que tem patins e a chamei para irmos nos sábados de manhã, que é mais vazio. Fui um dia, no outro, no outo e acabei ficando”.