O cãozinho Marshall tornou-se um verdadeiro "enfermeiro" ao vigiar dona Ivanete Oliveira, de 57 anos, e detectar crises convulsivas causadas pela epilepsia. A presença do animal traz alívio nos momentos em que a filha dela, a técnica de enfermagem Luane Tavares, de 31 anos, precisa se ausentar para cumprir plantões de 12 horas.
A rotina de cuidados dura quatro anos, período em que Ivanete, que sempre lutou para trabalhar e criar a família, também recebeu o diagnóstico de demência. A doença cerebral progressiva afeta a autonomia e funções cognitivas como memória, raciocínio e linguagem, o que levou Luane a buscar formas de trabalhar em casa para não deixar a mãe desacompanhada.
Ivanete não fica exatamente sozinha, já que tem no cãozinho Marshall, um companheiro para todas as horas. "Ele percebe quando ela entra em crise e fica em cima dela, 'cuidando', não a deixa sozinha", conta. Apesar disso, Luane se preocupa muito e acredita ser possível encontrar uma maneira de trabalhar de casa com as redes sociais para poder cuidar melhor da mãe, já que a condição dela é progressiva e requer cada vez mais atenção.
Ela chegou até mesmo a começar a fabricar velas aromáticas para vender, como forma de complementar a renda neste momento, mas busca outras formas de trabalhar sem precisar ficar longe de dona Ivanete.
Quem quiser saber um pouquinho mais sobre a história de dona Ivanete e Luane pode acompanhar o perfil @ivaneteoliveira1010.









