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Mais Barato e tão espetacular quanto Bonito, Bodoquena é opção de turismo imperdível em MS

16 março 2020 - 10h26Por Wendell Reis, em colaboração ao TopMídiaNews
Mais Barato e tão espetacular quanto Bonito, Bodoquena é opção de turismo imperdível em MS

Quem mora em Mato Grosso do Sul, se não foi, tem vontade de ir à Bonito, destino famoso no mundo todo. Para alguns, uma opção espetacular, mas com preço que não agrada muito. O custo, pouco acessível, faz o próprio sul-mato-grossense optar por conhecer outro Estado, perdendo as maravilhas que estão bem perto.

Pouco conhecida, mas de uma beleza tão exuberante quanto Bonito, a cidade de Bodoquena está situada a 265,7 quilômetros de Campo Grande (3h25 de viagem) e esconde belezas que enchem os olhos e preservam o bolso, com preços bem acessíveis. 

O passeio já agrada desde a saída de Campo Grande, via BR-262, portão de entrada do Pantanal sul-mato-grossense. Uma estrada bem conservada e com tranquilidade incomum em rodovias. Não precisa ter muita sorte para dar de cara com um animal silvestre a fim de dar o ar da graça em meio à bela paisagem pantaneira. 
A Serra da Bodoquena é uma das regiões mais preservadas de Mato Grosso do Sul, com a maior área contínua de Mata Atlântica no interior do País, de formações geológicas. Ela é banhada, entre outros pelos Rio Salobra e Betione, que abre mpassagem pela exuberante natureza, entre paredões de mais de 100 metros de altura. 

Localizado na zona rural de Bodoquena,  no cânion da Serra de Bodoquena, o Refúgio Canaã é um destes lugares que quando você chega, não dá vontade de ir embora.  O vale, que tem ótima estrutura e preserva as belezas naturais, é ideal para um passeio com a família e amigos e se destaca pela exuberância da Serra da Bodoquena, virando atrativo imperdível  na dobradinha com o preço, bastante acessível. 

“É lindo demais aqui. Descobrimos e agora prefiro vir aqui, por conta do sossego, do atendimento, da preocupação com os hóspedes. Um atendimento diferenciado e com preço muito mais acessível”, contou Jackson Messa, acompanhado da esposa e três filhos.

Este preço mais acessível, que passa desde o cardápio, a hospedagem, também chega a coisas que deveriam ser comuns. Diferentemente de outros passeios, no mesmo estilo, o refúgio oferece, gratuitamente, a estrutura necessária para que o passeio fique ainda mais divertido. O turista não paga nada pelo empréstimo de colete ou boias para nadar pelo rio, que pasmem, possui água com temperatura bastante agradável.

“Eu tenho três filhos. Você pensa eu, com três filhos. Se eu fosse pagar para locar colete para todos, como é em outros locais, onde você paga R$ 15 reais por aluguel, quantos não daria só ai?”, questionou Jacson Messa.
A esposa de Jackson, Flávia Caroline, também destaca o ambiente familiar, que difere de outros locais com maior procura. “Geralmente, vamos para outros locais que tem muita bebida, bagunça. Aqui, é mais família”, complementou.

A entrada no refúgio, famoso “day use”, custa R$ 35 reais, mas também tem opções pra quem quer se aventurar, por exemplo, com camping, a R$ 50 por pessoa. O hóspede pode levar sua comida e aproveitar um dos quiosques  oferecidos a R$ 60 a diária, com churrasqueira, fogão e energia elétrica disponíveis. 

O empresário Carlos Alberto Canassa mora no Paraná e conheceu o local por indicação, visto que é apaixonado pelo turismo de pesca. Para ele, o preço e atendimento também são diferenciais.  “É uma diferença muito grande em relação a custo. Aqui, tem tudo o que tem em outros locais mais famosos e com uma hospitalidade fora de série”, avaliou.

Carlos Alberto já visitou vários locais pelo País e entende que falta apenas investimento para que o turismo em Bodoquena deslanche e se torne tão procurado como o primo mais famoso, Bonito. 

“Bodoquena está no meio, entre Bonito e o Pantanal mais procurado, em Corumbá. Não precisa de muito esforço para incluir o Município nesta rota. Tem um potencial incrível para o turismo e deveria ser muito mais explorado em nível de Brasil e de mundo”, opinou. 


Potencial turístico

O empresário Aparecido Rojo Duarte montou o Refúgio Canaã há quatro anos, mas o negócio começou a deslanchar há dois anos, por mídia social e a propagada de quem visita e quer voltar. Hoje, o local é bem diferente de quando foi adquirido, há 18 anos, com um preço muito distante do que vale atualmente. 

“Nós temos como ideal fazer este turismo de uma forma diferenciada, com identidade própria.  Oferecemos uma boa estrutura e mais acessível. Não cobramos por acessórios: cadeira de praia, colete. Nada é cobrado. Com isso,  as pessoas se sentem mais à vontade para trazer toda a família”, relatou. 

A procura varia e, tal como outros locais, é mais cheio em ocasiões mais pontuais, como fim de ano e carnaval, mas recebe um bom público, independentemente de feriado. Os hóspedes são, em sua maioria, de sul-mato-grossenses que descobriram o local e sempre voltam, seja para curtir ou apresentar a um amigo ou familiar, do Estado ou de fora. Do ponto de vista empresarial, Aparecido não tem preocupação com a procura, que é grande, ainda que não receba tantos turistas de fora do Estado, o que afeta, modéstia a parte, apenas quem ainda não teve o privilégio de conhecer este local especial, guardado na Serra da Bodoquena. 

Na avaliação de Aparecido, falta uma união maior para implantação de roteiros de passeios, visto que hoje há apenas passeios isolados. “Enquanto não houver algo desta forma, é complicado. Aqui nesta região, estamos em plena Serra da Bodoquena.  Estamos em um cânion, que é muito lindo. Aqui, temos inúmeras cavernas. Um visual incrível. Bonito também é muito lindo, mas é diferente. É uma planície. Aqui, temos outro visual”, opinou. 

Entre um passeio e outro pelas águas cristalinas do Rio Salobra, é possível se divertir com os animais, que dão charme especial ao passeio. A arara Esmeralda é uma das estrelas do Refúgio, que abriga uma grande quantidade de animais. Amistosa, ela pode ser vista no braço de muita gente, que não perde a oportunidade de fazer um registro único com a espécie, ameaçada de extinção. 


As araras chamam atenção, mas dividem o espaço com diversos atrativos da fauna pantaneira que desfila pelo refúgio: ema, pavão, peru, mutum e outros tantos mais habitam livremente neste paraíso sul-mato-grossense. 

Relato de viagem
Passamos o fim de semana no Refúgio Canaã. Saímos de Campo Grande às 6 horas da manhã  e às 9 já estávamos encantados com um mundo, novo, mesmo tendo nascido e se criado em Mato Grosso do Sul e ido várias vezes a Bonito, bem ali do lado. O visual é realmente incrível. Você se sente em uma fazenda, mas com a estrutura necessária para descansar e se divertir com a família.

Nós optamos por acampar e locamos um quiosque, que tem fogão, pia e mesa: o suficiente para fazer churrasco, carreteiro e bobó de galinha, que entraram no cardápio, alternado com cachorro quente, entre uma refeição e outra. Isso reduziu o custo ainda mais, embora os preços no local também não sejam altos. Um açaí, por exemplo, que é o novo queridinho aqui no Estado, é encontrado a R$ 8 reais. 

O atendimento é realmente diferenciado e chama a atenção. A água, não é tão gelada como de outros rios e com o calor, fica perfeita. Ela é cristalina e, misturada a paisagem, forma um verde de encher os olhos. 

Os animais são atração à parte. Eles passeiam livremente entre os hóspedes e encantam que não está acostumado com este deslumbre no dia a dia. Eu, por exemplo, nunca andei a cavalo. Confesso que  tive vontade de fazer pela primeira vez, mas preferi deixar para as crianças, que se divertiam muito entre  um passeio e outro (acompanhado por profissional). 

A estrada, com 20 km de chão, está muito bem conservada, e a ida e a volta foram bastante tranquilas, sem problemas de congestionamentos. De reclamação, apenas do tempo (dois dias),  insuficientes para aproveitar este paraíso ainda escondido ali na Serra da Bodoquena.

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