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Mulheres campo-grandenses mostram que gostam mesmo é de cerveja

Elas preferem gelada

11 FEV 2014
Renan Gonzaga
06h00min
(Foto: Reprodução/Internet)

Quando elas se reúnem, geralmente é para falar de relacionamentos, família, trabalho ou assuntos pertinentes ao sexo feminino. Mas de um tempo pra cá o local onde se encontram mudou para bares e festas. Em um ambiente dominado por homens, hoje as mulheres não tem vergonha de falar que gostam de beber.


E a preferida é ela: A cerveja, que caiu tanto no gosto das garotas que a tendência já virou estatística. Recentemente o Ibope Inteligência divulgou uma pesquisa que revela que 62% das mulheres brasileiras optam pela loira gelada para celebrar os bons momentos. Aqui na Capital elas não fogem à regra, e os motivos para as campo-grandenses se deliciarem com a bebida são os mais variados.


“Eu gosto muito de vodca, mas ultimamente tenho bebido mais cerveja”, explica a profissional na área de linguagem, Valéria da Costa, de 21 anos. Segundo ela, a bebida é sua preferida desde quando começou a tomar álcool, por seu mais gostosa e pelo valor acessível. “Ostentação mesmo é só vodca”, brinca a jovem.


Nas redes sociais, Valéria não tem vergonha de assumir sua preferência. (Fotos: Arquivo pessoal)


Cervejeira desde os 18 anos, a auxiliar de recursos humanos, Marilene Pereira, também faz parte da estatística. Hoje, aos 37 anos, ela vê a cerveja como a melhor bebida que já inventaram. “Quando ela está bem gelada, no ponto, é ótimo. Minha boca fica até salivando”, comenta Marilene.


Na composição, é possível ler que a cerveja é fonte de vitamina B, ácido fólico, antioxidantes e colágeno. Ou seja, uma ótima opção para as mulheres que querem cuidar da saúde. Mas vale lembrar que os benefícios trazidos pelo líquido só são obtidos por meio do consumo moderado da bebida.


Pensado no crescimento do interesse delas pela loira gelada, o Brasil terá sua primeira linha de cerveja destinada a mulheres, que será inaugurada em março de 2014. A novidade até então não existia no país e a fábrica, é claro, ficará em Joinville. O nome, bem sugestivo, é Dom Doca.


Sandy também prefere uma loira gelada. (Foto: Reprodução/Internet)


Segundo os fabricantes, o líquido é uma Blond Ale de estilo belga, com mirtilo, framboesa, uva e amora na sua composição. O resultado é um gosto suave no final da bebida, sem transformá-la em suco. E apesar da suavidade, a Dom Doca tem mais teor alcoólico que os outros tipos lançados, já que os donos se preocupam em não remeter a bebida à mulher delicada.


E essa preocupação tem fundamento, pelo menos para a campo-grandense Valéria. Ela afirma que o principal atrativo na bebida é o álcool, que faz quem consome ficar mais desinibido, amigável e alegre. “Nunca experimentei e nem quero. Pra que vou tomar uma cerveja sem álcool, prefiro tomar água”, afirma a jovem.


É claro que também existem aquelas que ainda preferem beber vodca nas festas e baladas, como a publicitária Francielly Veiga. “Sempre misturo com algo, porque o gosto dela me agrada mais do que a cerveja”, relata a jovem de 22 anos. Outra justificativa é que o destilado funciona como uma alternativa para se manter animada na noite, sem perder a força, para evitar a temida barriguinha de chope.


A bebida mais popular do Brasil é a escolhida entre elas para comemorar bons momentos. (Foto: Reprodução/Internet)


Porém, esse crescimento do consumo da bebida entre as mulheres também se insere em outra estatística, que é do aumento de casos de alcoolismo entre adolescentes. “Minhas filhas me veem como modelo, então eu explico pra elas que os efeitos, quando se exagera no álcool, podem ser desastrosos”, ressalta Marilene.


E como tudo na medida certa não faz mal, elas não veem motivos para se envergonharem de tomar aquela gelada, e acreditam que a época em que a cerveja era coisa de homem virou passado. “Se por acaso me disserem que é feio mulher beber, respondo que feio é você quando estou sóbria”, argumenta Valéria bem humorada.

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