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Paixão pela carne une trio de amigos que faz dela a estrela principal por onde passa

Especialistas do Meatheads querem desafiar – e agradar – paladar de quem, como eles, são loucos por um bom churrasco

18 SET 2016
Amanda Amaral
12h09min
Foto: André de Abreu

Em Campo Grande, três amigos apaixonados por carne se reuniram para difundir o consumo e trazer cada vez mais experiências novas. Assim surgiu o Meatheads, que, conforme definição dos criadores, se trata de um laboratório experimental para encontrar a melhor versão de cada tipo de corte, para levá-la de encontro a quem também é ‘carnívoro’ e preza pela qualidade.

É assim que o paulista Igor Samczuk, o mineiro Bernardo Fernandes e o campo-grandense Adriano Torres se apresentam em eventos e festas que são chamados para serem os ‘mestres churrasqueiros’. Saindo do óbvio, os especialistas surpreendem o paladar das pessoas em terra onde a carne está no cardápio diário e, no fim de semana, no churrasquinho de muitos.

Há menos de um ano, o Meatheads, que em tradução livre do inglês significa ‘loucos por carne’, começou a dar as caras e criar a própria identidade. Hoje, o trio já conta com clientes fãs e participação em eventos importantes do segmento, como o Churrascada, que reúne chefs nacionais e internacionais e é uma oportunidade para aprender e ensinar técnicas junto a outros profissionais.


Foto: Reprodução/Meatheads

“Levamos pra esse evento o cupim, que é pouco popular entre os churrasqueiros. As pessoas de fora daqui pensavam ‘ah, cupim não!’. Alguns até gostavam, mas diziam que ninguém sabia fazer”, conta Adriano. O resultado foi surpreendente e eles conseguiram mostrar algo pouco comum até mesmo para os mais experientes.

Bernardo explica que o brasileiro têm se aberto mais para o diferente. “Há uma onda crescente no consumo de carnes diferentes, com preparos inusitados, que nós também não éramos acostumados”, diz.

Igor sabe bem como o brasileiro tem forte relação com a proteína animal, depois de passar nove meses viajando pela Ásia.  “No quinto mês eu já não aguentava mais de saudade de comer carne de verdade. No Vietnã, achei uma churrascaria brasileira, no espeto, a tradicional picanha, o medalhão. Mas quem gosta mesmo de carne e mora no Brasil já expandiu muito o tipo de churrasco, saindo do óbvio, já que o gado tem muita qualidade”, explica.

Foto: André de Abreu

Para os churrasqueiros de quintal, eles dão dicas básicas. “O churrasco na brasa é sempre melhor do que na labareda. A brasa bem quente faz com que ela fique assada, mas suculenta e macia. Quando você tira da churrasqueira para cortar, espera um ou dois minutos antes, para dar tempo das fibras absorverem a ‘suculência’”, resumem.

O próximo projeto é promover cursos para quem tem interesse sobre o assunto, tanto na forma de preparo como em descobrir com que bebidas cada tipo de carne é mais harmoniosa. “Queremos mostrar que o segredo está no preparo. Se é bem feita, com tempero certo, no ponto certo, não existe carne ruim”, diz Adriano.

Para quem quiser saber mais, basta entrar no Facebook do trio ou entrar em contato pelos telefones (67) 99221-0605, (67) 99985-1192 ou (67) 98114-8080.

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