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Campo Grande 119 anos

Palco de carnavais, shows e cine-autorama, praça já recebeu Papa e é símbolo em Campo Grande

Local homenageia os pontífices da igreja católica e, apesar do vandalismo marcado, está no coração dos moradores

26 agosto 2018 - 09h30Por Amanda Amaral

A Praça do Papa já surgiu fazendo história internacional, antes mesmo de ser oficialmente assim denominada, e é frequentada por diversas pessoas diariamente em Campo Grande. Há 27 anos, o Papa João Paulo II realizou missa no local, no dia 16 de outubro de 1991, quando ali ainda era um campo aberto na Vila Sobrinho. 

Dezesseis anos depois dessa visita ilustre, o espaço se transformou na praça que tem espaço dedicado a homenagear os pontífices da igreja católica, em monumento com as fotos de cada um - algumas roubadas - e uma estátua de mais de cinco metros de João Paulo, santificado após sua morte. Desde então, a história se constrói ali de diversas formas. 

Lugar de muitos carnavais, shows musicais, feiras de veículos antigos, cinema autorama, apresentações simultâneas de dezenas de bateristas, lançamentos de foguetes feitos por crianças, festival de food trucks. A ampla área central já foi escolha para estes e muitos outros eventos para acolher o campo-grandense e quaisquer visitantes.

Moradora há 23 anos do condomínio residencial em frente à praça, Maria Souza se lembra bem desse evento. "Nossa, a cidade parou e por muito tempo só se falava disso, a praça era um matagal, mas a região ficou lotada", recorda. Quase todas as tardes, ela faz exercício de caminhada no quadrilátero, e diz gostar bastante das festas que acontecem ali. 

De Sertãozinho, interior de São Paulo, o empresário William Alves, 32 anos, mora próximo desde 2009. Costuma levar os filhos para andarem de bicicleta, patins e soltar pipa, e diz que dois dos pontos mais positivos do local são a realização de eventos, como evento de gastronomia em food trucks, e a tranquilidade do dia-a-dia.

“Não se vê usuários de drogas, aquele movimento estranho que costuma ter nas praças conforme anoitece. As atividades culturais não vão até muito tarde também, isso é bom”, diz.

Tem até quem saia de longe, do bairro onde mora, para aproveitar a paz dali. "Venho de lá do Jardim Canadá às vezes acompanhar minha filha, que vem caminhar, e fico sentada aqui oberservando. Aqui é muito fresquinho, tem essa área grande e bonita, só falta talvez um parquinho, uma academia para os idosos", opina Margarida Vieira, 77 anos, que veio do Ceará ainda jovem para o então Estado de Mato Grosso, e viu Campo Grande se transformar. 

De mais longe ainda, Rondônia, Lizete Maria da Silva, 42 anos, decidiu conhecero local enquanto fazia uma visita a amigos da cidade. "Achei curioso, interessante. Não sou católica, mas acho importante ver de perto os lugares turísticos de outro lugar", conta.