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Para o verão, técnica de 'bronzeamento natural' atrai mulheres na Capital

28 dezembro 2015 - 08h23Por Kamila Alcântara

Com a chegada do verão vem o desejo pelo corpo marcado pelos biquínis. Hoje isso não se trata mais da “consequência” de um dia se refrescando, mas sim algo que ajuda na autoestima da mulher brasileira, que não mede esforços para ficar bonita. Cléo Pires, 40, não a atriz global, responsável por um centro de bronzeamento natural no bairro Pioneiros, em Campo Grande, se sente realizada por ter saído de um escritório de administração e agora conhecer histórias diferentes todo dias em meio aos procedimentos estéticos.

Tudo começou no final de 2013, quando os dias de estresse em um escritório puderam acabar. “Uma amiga minha me chamou para fazermos uma parceria, aí eu fazia cabelo e unha, já que tinha experiência com isso. Eu nunca tinha trabalhado com bronzeamento, mas quando fiz o meu primeiro biquíni, que são feitos de fita, parecia que já era profissional”, lembra. O primeiro pátio onde Cléo atendia era no jardim Aero Rancho, perto do parque Ayrton Senna. Foi lá o início do investimento em bronze.

Agora, com a ajuda do marido, Hercules Florenciano, 33, Cléo tem o seu próprio espaço de bronzeamento natural. O local, com muros altos, era uma oficina e precisou passar por algumas reformas, tudo para manter a privacidade das clientes, já que suas partes íntimas estão sendo tampadas por fitas adesivas, e sem qualquer presença masculina. “A cliente chega, assina um termo de responsabilidade, é preciso estar alimentada também. Então vamos para a minha sala, onde ela tira a roupa e eu monto o biquíni. Normalmente esse é o momento que elas ficam com mais vergonha, mas depois que cobre tudo elas ficam mais tranquilas”, explica.

O produto usado para alcançar a tom dourado da pele é composto por parafina, cenoura, urucum e óleo de coco, aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Cléo só atende nos horários em que o sol não está forte, antes das 10h e depois das 16. “Muitas pessoas têm medo de ficar com um alguma doença na pele, mas não atendo em horários em que o sol está forte, só se a menina atrasar, aí colocamos na tela de proteção. É muito mais fácil adquirir um câncer indo ao banco todos os dias, ao meio dia, do que fazer uma sessão de bronzeamento por mês”, garante.

Economicamente falando, a próprio negócio não trouxe resultados tão grandes, mas pessoalmente sim. “Primeiramente, trabalhar com isso deixou a autoestima de Cléo ótima. Na época que ela trabalhava no escritório sempre estava estressada, mal humorada. Agora, com ela trabalhando com o que gosta, até o nosso relacionamento a dois melhorou, por isso sempre dou uma força para ela na divulgação e tudo mais”, afirmou Hercules.

Não é só Hercules que está muito feliz com o resultado, mas os esposos das clientes são os principais apoiadores. “As mulheres procuram porque as marquinhas trazem uma sensualidade, modelam o corpo. Quem não gosta disso, não é? Acho interessante que muitos homens me ligam e agendam sessões para as esposas, querem que elas fiquem bonitas e felizes”, diz Cléo.

Porém, não é só a mulher que deve se preocupar com a vaidade. “O homem gosta de ter uma mulher bonita do lado, mas não se preocupa com a aparência dele. Pensando nisso, ano que vem estamos pensando em montar um bronzeamento masculino, para tirar marcas de camisas, de bermudas. Eles ainda têm muito preconceito”, defendeu Hercules.

O bronzeamento não é agendado com antecedência, pois depende das condições climáticas, por isso Cléo recomenda ligar e ver se o atendimento é possível, pelo telefone (67) 9291-1680. “Tive uma cliente que fez a sessão antes de viajar para o litoral e amiga dela não pode, só acompanhou, pois havia acabado de fazer uma tatuagem. Chegando lá, a que se bronzeou aproveitou todo o passeio sem qualquer queimadura, já a que não fez ficou toda vermelha no primeiro dia, não aproveitou nada. O bronze também protege a pele”, conclui.