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há 3 meses

Subtenente à paisana teve dia de herói em resgate emocionante na Ernesto Geisel

O subtenente estava a caminho de uma viagem familiar quando presenciou a tragédia e socorreu a vítima

O subtenente policial militar Alexandre Pacheco Paduan viu o seu final de semana passar de descontração para momentos de tensão em segundos, neste sábado (28).  O caso aconteceu em Campo Grande. 

O caso aconteceu quando Alexandre, policial militar há mais de 20 anos, estava aproveitando o seu tempo livre para viajar com a família, mas no meio do caminho, viu os seus planos mudarem. Quando passava pela Avenida Ernesto Geisel, próximo ao cruzamento com a Avenida Salgado Filho, viu um homem fora da grade de segurança do viaduto. 

Sem pensar duas vezes, o policial parou o carro e se aproximou do homem, mas, devido ao estado de desorientação em que ele se encontrava, foi impossível estabelecer um diálogo. Sem reforços ou equipamentos, o policial não teve como se aproximar mais do homem, que acabou se jogando de fato do viaduto. 

Mesmo com o impacto, a água amorteceu a queda; porém, sem condições de se socorrer, o homem começou a se afogar enquanto era arrastado pela correnteza do córrego. 

"Eu vi que ele ainda se movia, mas estava se afogando, correndo risco de morte e sendo levado pelo córrego. Então, nesse momento, rapidamente eu corri e desci do pontilhão, peguei uma corda, fui até a borda do canal, fiz uma amarração improvisada no guard rail e, mesmo sem luvas e equipamento de segurança, consegui descer pela lateral do canal como caminho alternativo, que dá por volta de 6 metros. Como a corda que usei ia somente até a metade da profundidade, tive que saltar por volta de 3 metros para chegar ao piso do córrego". 

Na queda, Alexandre lesionou a mão, mas seguiu com os procedimentos de socorro, mesmo sangrando. Após retirar o homem da água e imobilizá-lo para não agravar qualquer possível lesão, policial percebeu que ele continuava em estado de desorientação, não se recordando ao menos de ter se jogado em algum momento. 

Devido ao contato da lesão com a água contaminada do córrego, o policial precisou procurar atendimento médico na Santa Casa de Campo Grande, para realizar os procedimentos necessários.  

Apesar dos momentos de terror vividos no episódio, o policial ressalta que o mais importante foi te conseguido salvar a vida de uma pessoa.  

"Foi extremamente gratificante para mim poder salvar esse cidadão; é um sentimento de dever cumprido em prol da sociedade. Isso é algo que não tem preço, saber que uma pessoa continua respirando devido à minha atuação." 

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