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quarta, 28 de outubro de 2020
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Prezando 'olho no olho', projeto Ativa Idade dá voz e leva atividades para idosos em Campo Grande

Durante a pandemia, as atividades presenciais estão suspensas, mas atendimento continua por telefone; quer ser um voluntário?

10 outubro 2020 - 15h15Por Nathalia Pelzl

Dar voz e vez para ‘jovens’ acima de 55 anos, essa é a ideia do projeto Ativa Idade, da Fundação Manoel de Barros. Criado em 2013, atualmente 83 pessoas fazem parte do grupo.

Devido à pandemia do novo coronavírus, as atividades presenciais seguem suspensas, no entanto, a fundação criou o ´Programa Madrinha e Padrinho’, que tem por objetivo auxiliar idosos a enfrentarem o processo de distanciamento social pelo telefone, com trocas de experiências e conversas diárias.

Ao TopMídiaNews, o diretor da Fundação Manoel de Barros, Marcos Henrique Marques, disse sobre a escolha da idade acima de 55 anos. "A faixa etária considerada idosa é acima 60 anos, mas nossa assistência social identificou que, a partir dos 55 anos, as pessoas ficam um pouco ‘perdidas’, não tem muito incentivo, por isso optamos por colocar no nosso projeto a partir dessa idade". 

Ele destacou que qualquer pessoa que tenha interesse em participar pode procurar a Fundação através do telefone. “É marcado uma entrevista para que a pessoa conheça nosso projeto, se integre das atividades e assim começar a participar”.

Antes da pandemia, nas segundas e quartas-feiras, os participantes tinham aulas de ginástica e dança, já na terça aula de informática focada em redes sociais, como tirar uma foto ou até pedir um carro por aplicativo. “Isso que o idoso quer aprender”, complementou.

Nas sextas, aulas de pilates, canto e outros. “Nós temos nosso próprio coral”, reforçou o diretor. Marcos vê como positivo o número de participantes. “Estamos com 88 idosos, começamos com 23, isso é sinal que estamos conseguindo cumprir nosso papel”.

Durante o período, ele percebeu que muita das vezes o idoso chega no projeto desanimado e até mesmo deixado de lado.

“Ele muita das vezes não tem novidade para falar com a família, fica em casa. Teve casos de idosos falarem que ficavam só no sofá. Ele fica de lado por não ter muito o que trocar. Isso pode levar a depressão, ansiedade e pânico, aí ele chega ali e começa a fazer ginástica, começa a entender como funciona o celular, começa a cantar, no final do ano, quando a gente faz o encerramento, esse idoso que estava abandonado no início do ano está em cima do palco apresentando uma coreografia, a família leva o maior susto”, diz animado.

Envolvido em todas as atividades, Marcos reforça que a mensagem passada é de que tudo que é feito com amor, a chance de fracasso é mínima.

“A gente transforma, nosso objetivo é por meio dessas atividades elevar a autoestima e autoconfiança dos idosos, para que ela se torne uma pessoa mais participativa na cidade”.

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