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Camara Maio

Trabalhar por amor vale a pena?

Carreira

17 DEZ 2013
Renan Gonzaga
09h30min
Foto: Reprodução

São geralmente oito horas diárias, que na maioria das vezes se estendem em até duas horas extras. E se você parar para calcular, vai perceber que dedica pelo menos metade da vida ao trabalho, afinal, são 35 anos até a aposentadoria. É muito tempo, que na prática deveria ser uma forma de se realizar e contribuir para fazer do planeta um lugar melhor.


Mas em um mundo onde os padrões de sucesso são tão estereotipados, surge uma dúvida na cabeça da maioria das pessoas que estão no mercado: “Trabalhar por amor ou dinheiro?”. Realização profissional tem muita importância, porém, será que é apenas isso que vale levar em consideração?


O que faz um trabalho ter pouco valor é a insatisfação ou realização que ele proporciona, pois sua real importância é equivalente a energia que se coloca na execução das tarefas. “Já que metade da vida vamos passar trabalhando, acredito que não deve importar se a profissão é essa ou aquela. Eu apenas quero fazer do mundo um lugar melhor. Essa é a minha contribuição”, afirma a produtora Jussara Rodrigues.



Para a sul-mato-grossense, quem trabalha de bem com a vida relaciona-se melhor com os colegas e até com ela mesma. “Tudo depende do amor com que é feito. E eu considero uma ousadia, porque é difícil estar sempre motivada. Mas ajuda na hora de se aperfeiçoar e e aprender, fica mais fácil”, explica Jussara.

 

“Meu pai queria que eu fosse advogada, mas eu escolhi ser pobre”, brinca. “Tem gente que se apega ao glamour do cargo onde está, ou até mesmo da profissão, mas eu não queria que meu trabalho representasse apenas uma forma de ganhar dinheiro”, completa a produtora.


FARDO E PRESSÃO


Quando o reconhecimento dos outros pesa muito, é hora de rever seus valores. Este é o primeiro sinal de que você deixou de lado os verdadeiros desejos para buscar aceitação. “Por mais que eu parecesse satisfeita, saberia se fosse advogada não estaria mostrando meu potencial”, comenta Jussara.


Talvez seja normal sentir medo de sair daquilo que parece ser mais seguro, mas assumir o risco por conta própria de buscar felicidade vale a pena. “Não queria terminar o dia me sentindo estressada, ou com um mal humor contagiante, como muitos outros profissionais. Sabe aquela pessoa que não vê a hora de ir embora para casa para se livrar do trabalho como se fosse um fardo? Eu não quero ser assim!”.



Para a produtora, vale a pena repensar quando tudo parece estar errado. O trabalho não é apenas um meio ganhar dinheiro, ser aceito ou admirado. Isso é consequência. “A realização que sentimos quando se vive algo verdeiro, incluindo o trabalho, compensa qualquer problema”, finaliza.


REFLEXÕES QUE PODEM AJUDAR


1. Qual sentimento aflora quando penso em minha escolha profissional e meu trabalho

2. Força, bem-estar, motivação? Ou frustração, angústia, aprisionamento?

3. Acho meu trabalho bonito, gosto do que ele representa. Mas ele realmente me satisfaz?

4. Quando penso em meu trabalho me identifico e fico satisfeito com ele, mas no dia-a-dia não sinto prazer realizando-o.

5. Estou realizando um verdadeiro desejo ou estou atendendo aos anseios de meus pais, familiares, amigos?

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